segunda-feira, 26 de março de 2012

Parece que não me encaixo, eu definitivamente não faço parte disso tudo. AS conversas, as pessoas, as situações, é como se fosse outro eu vivendo. Já não sei, as coisas estão se tornando difíceis ultimamente e não tenho desejo de me arrumar. Não vou me arrumar por vocês; acostumem-se  com as manchas de café na minha camiseta de dormir. Eu preciso me acostumar à viver com elas, já que não pretendo lava-lás.

Hoje parece um desses dias que não deveriam começar.

domingo, 25 de março de 2012

Você parecia ser tão inocente, mas é isso que cafajestes são, né? Falsos!
Sabe moço, eu me sinto uma idiota, é, talvez eu seja, mas não importa, você não me importa, seus pensamentos e suas atitudes são insignificantes. Me dói, de faz ficar com raiva, me faz chorar, gritar e esmurrar o travesseiro, mas não é por você, sou eu. A minha raiva, a minha dor, meu gritar, é por mim, por ter me deixado levar por palavras que pareciam sinceras, e se eu me importar, eu me importarei comigo e não com você.

domingo, 18 de março de 2012

Foi-se, em meio à palavras falsas e promessas da boca pra fora. Foi-se com cara de que não volta mais.
Talvez seja melhor assim, partir enquanto ainda não ficou, enquanto ainda não se decidiu em relação à habitação.
E eu? Nem sofro... Já me acostumei a ficar sozinha e assim é até melhor.
Quando quiser voltar, volte! Estarei sentada na poltrona em frente à janela, observando o movimento do dia, mas, caso não queira voltar, fique ai, na outa que te pariu.

sábado, 17 de março de 2012

Meu

Naquele momento você era meu, só e inteiramente meu. Eu sentia, enquanto você me segurava pela cintura, enquanto sua mão se perdia pelo meu corpo, enquanto eu era sua, você era meu.
Não adianta, por mais que eu tente não me apegar à você, eu me apego. Eu não crio espectativas, não cultivo tantos sentimentos, mas talvez com você possa valer à pena.
Os dias estão sendo tão bons contigo, assim mesmo, sem compromisso, sem pressa, sem planejamento. Eu gosto mesmo é de coisas sem pretensão alguma, de algo que deu certo ao acaso, de alguém que apareceu do nada. Eu gosto mesmo é de você, da sua risada, do seu beijo, desse seu cheiro que parece não sair de mim, do seu olhar. Eu gosto quando sua mão faz vez de criança e bagunça meu cabelo, ou quando ela percorre minha costas como se fosse um mapa à ser entendido.
Gosto mesmo é de você, e mesmo que talvez não seja sua intenção, sou sua. Só e inteiramente sua.

sábado, 10 de março de 2012

Liquefação

- Você está feliz?

Ele me encarava, enquanto mexia em meus cabelos. Calei-me, fitei o céu, o chão, o cachorro que estava deitado no meio da rua, olhei para todos os lados, menos para os olhos que me encaravam. Demorei pra responder, não sabia o que falar, não sabia o que estava se passando em mim.  Como poderia responder que sim, sem saber o que eu  estava sentindo?

- Diga-me você. - respondi, na tentativa de tirar o foco de mim.

- Está mais do que estampado na minha cara que eu estou. - Ele me disse, sem vacilar, e continuou me fitando, esperando por uma resposta.

- Estou. - Eu, enfim respondi; com a voz tremula, quase que me entregando.

Ele me olhou com uma expressão de que sabia que não era uma total verdade. Roubou-me um beijo, logo em seguida me deu um beijo de leve na testa.

- Você precisa entrar, está frio aqui fora e já é tarde. Se cuida minha linda.

Sabe, moço, eu estou em um periodo de liquefação dos sentimentos, em um periodo de não sentir, e assim está bom. Mas se quer realmente saber a verdade...
Eu acho que me esqueci de como é ser feliz. Estou tranquila, mas estou vazia, estou fria. Nem triste, nem feliz. Estou, apenas.
Vou te mostrar meu lado menos sombrio, meu lado mais menina, meu lado bom. Saiba como cuida de tudo que eu vou te mostrar. Não queira fazer do meu coração algo descartável. Posso ser mulher, posso ser fria, mas meus sentimentos existem, e são tortos, desastrados, como de uma criança. Posso ser um pouco infantil, mas não sou idiota.
Vem e cala meus gritos de medo e negação. Cala-me com um beijo. Não com um beijo simples, nem com um beijo na boca. Cala-me com um beijo na alma.

Meu sorriso foi sincero...

terça-feira, 6 de março de 2012

O sol me aquece, me faz derreter, me faz viver. O vento bate forte, o cabelo fica bagunçado, mas o sorriso se mantem firme. Não sei ao certo, mas eu não me importo, não mais. A chuva estiou, as unhas estão crescendo, a xícara está lavada. A alma está tranquila, o sorriso permanece no rosto.
 
Sai com um cara certa vez. Ele era lindo, loiro, olhos verdes, estatura baixa, barba rala, como eu disse, lindo; mas era apenas isso, apenas um rosto lindo, não me dizia nada, não me entendia, não me trouxe nada. Eu nunca fui muito ligada em aparências, mas dessa vez eu resolvi ir enfrente, não faria mal algum. Ele tinha um sorriso meigo, mas mesmo assim não me trazia nada. Andamos pelo parque durante uma pequena chuva de verão, e cometi o maior erro de todos, pensei em você. Merda! Desculpe-me pelo linguajar, mas foi uma merda mesmo, e mais do que pensei, eu desejei que fosse você do meu lado ao invés dele. Mas por favor moço, não me entenda errado, só te desejei nesse momento por pura vontade de me encontrar, de entender o porquê insisti no silêncio.
Você me conhece apenas com um olhar, não sei como, mas me conhece como nenhum outro.
E é esse o motivo de te querer por perto, para que você possa me contar os segredos que descobriu sobre mim, e que me ensine a lidar comigo mesma.