sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Me grita (N.)

Não eu não consigo ignorar o fato de que você está se perdendo, e, mesmo que me falem que é bom ficar sozinho eu não partilho da mesma opinião. Não entendo - na verdade não quero - a razão das mudanças, um dia era a pessoa mais feliz que eu pude conhecer e no outro ficou tão perdida que já não sabe para onde onde e nem para onde voltar. Mas olha eu não vou te deixar sozinha em meio a tantas duvidas, é, eu estou aqui e sempre vou ficar, é isso que amigos fazem não é?
Não me importo com suas atitudes, cada um sabe o que faz, só me importo mesmo é com seus sorrisos verdadeiros, que há muito tempo eu não vejo.
Me grita quando precisar, sabe que eu irei correndo, por mais bobo que seja o problema, me grita.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nesses lençóis.

Em meio aos meus lençóis encontrei vestígios de você, seu cheiro preso no meu travesseiro, preso em mim. Lençóis estes que já foram testemunhas de todas as nossas trocas de carinhos excessivos, e ouviu as mais mirabolantes das histórias. Nossos lençóis.
Faz um certo tempo que não te vejo moço, um tempo que só agora me dei conta que está sendo longo demais. Essas quatro paredes que um dia foram tão carregadas de alegria, agora me encaram friamente, me dizem que você não irá voltar. Nada mudou desde sua ultima partida, estou olhando para o lugar onde sua figura já não me era mais destingível, tudo bem, talvez as coisas tenham mudado e eu que não tenho vontade de aceitar, mas eu te avisei, eu sou assim, preciso de mudanças mas meu maior medos são as mesmas.
Meu violão desafinou, e minhas musicas preferidas não tocam mais nas radios, alguns canais de Tv pararam de pegar aqui, mas já não me fazem falta. Você me faz falta, seu corpo quente nas madrugadas frias - e nas quentes também - e sua voz, ah como sinto falta da sua voz e de sentir seu hálito fresco muito de perto quando sussurrava poemas em meus ouvidos.
Lá fora chove, venta, o mundo é perigoso e sei que tu tens todo o direito de querer correr esse risco, mas aqui tudo é tão confortável, não tem sentido que queira partir. Já não é mais moço, é homem formado, barba feita, sabe tomar decisões sozinho e só te desejo o melhor, mas queria que eu fosse o melhor.
É o tempo passou, e eu não quis perceber, sou menina teimosa e ainda teimo em você. Volta, ao menos mais uma vez, as coisas serão diferentes, eu mudei, você mudou, a história será outra. Volte para trazer vida para essas paredes mortas que me cercam, volte para deixar seu cheiro nesses nossos lençóis, volte para trazer vida para o meu coração.
Ainda moro no mesmo lugar, uso o mesmo numero de telefone. Venha me procurar, pois já não sei por onde ando e nem por onde vou andar.
Venha, volte pra mim mais uma vez.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bloqueio

De uns tempos pra cá eu estou com uma escrita falha. Toda vez que eu penso em escrever as palavras me fogem. Isso de certo modo me assusta, todas as coisas que eu escrevo são com o intuito de me libertar dos pensamentos desnecessários, eu escrevo para expulsar de mim o que não serve, o que não me faz bem. Por outro lado eu escrevo para registrar momentos, felicidade, alegria, amores, paixões; escrevo para que essa felicidade não acabe e sempre fique viva em um pequeno grupo de palavras.
Estou precisando viver novas experiências, me preencher com novos sentimento, ou talvez, cultivar os sentimentos já existentes. Percebi que eu não faço nada de importante, só planejo, e por mais que eu planejo não me movo para cumprir, esse é meu mal, está enraizado em mim, é necessário urgentemente dilacera-lo, acabar com as ligações.
Tenho que me mexer, ir atrás do que desejo, fazer acontecer e parar de apenas planejar.
Quero minha inspiração momentânea de volta, ela me conforta, me esvazia, mas enquanto estou sem a companhia dessa que tanto me é importante, vou vivendo, ou talvez apenas existindo e deixando as oportunidades me escapar.