segunda-feira, 9 de abril de 2012

Hey! Moço, I miss U...

 Estou sentindo falta de mim, ou do que era, ou do que eu nunca fui, não sei, acho que estou sentindo falta de ter algo pra sentir falta, alguma certeza, alguma duvida. É chato estar vazia, mas mais chato é não saber o que te completa.
 Ah, quer saber? Que se dane, agora eu vou te escrever, mais uma vez, mas tu não vai ler, faz parte da minha covardia. Te escrever me deixa menos falha, menos vazia, mais eu.
 Eu te queria, pelo menos um momento essa noite, e em todas as outras madrugadas. Eu te queria, de qualquer jeito, em qualquer posição, em qualquer lado da cama, no chão, na mesa de jantar, no sofá, no banheiro, te queria até na varanda, com as pessoas passando na rua.
 Mas o fato é que: Eu nunca tive você, nunca te pertenci e nunca senti seus lábios se perdendo na minha barriga. Eu quero que fiquei, até o sol nascer, para fazer-te um café e descobrir como as manhãs podem ser perfeitas.
 Sabe moço, ultimamente eu tenho sonhado com você. Eu sinto falta mesmo é de te escutar falar, de te observar, e acompanhar cada movimento seu com olhares ingênuos. Te quero aqui, selvagem e humano, homem e menino.

 Sinto mesmo é a falta tua.

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