segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Das pesadas janelas que são meus olhos

7h00
Merda, começou mais um dia, eu já não suporto a rotina. Preciso levantar, já estou atrasada pra ir ao trabalho, tenho que ir no banco e pagar as contas, preciso passar no mercadinho lá perto da faculdade a geladeira ta vazia, faculdade, putz, esqueci de fazer os trabalhos, tô ferrada. Ah despertador, cala a boca.

7h15
Todos os dias eu tento engolir essa sensação de fracasso com alguns goles de café. Engano é quem diz que depois de algum tempo o coração para de latejar. Eu vejo esses olhos cansados no espelho e lembro que meses atrás eram os seus olhos cansados que eu encarava ao acordar. Puta que pariu, não deveria começar o dia pensando em você.

23h00
É de noite que parece que tudo piora, quando só consigo ouvir os gritos de socorro vindo do vento que bate na janela. É a dor e a solidão querendo entrar - acredito eu. Todas as madrugadas eu te escrevo mas a covardia acaba por me convencer e mais uma vez me fecho na minha bolha de sentimentos engasgados. Eu grito por socorro tanto quanto o vento, mas eu não tenho para onde ir, não tenho uma janela pra bater e pedir abrigo. É tempestade dentro de mim, permaneço devastada e não vejo ajuda em nenhum lugar que olho, não vejo sinceridade, bondade e afins, só vejo a destruição e a falta de sentimentos. Sou falha mas tenho os meus e não dispenso um bom dia à alguém que passe na rua, mesmos meus dias sendo uma merda nova a cada amanhecer.

00h00 
Puta merda, me desculpe se eu falo assim, se eu escrevo palavras erradas e se nunca presto atenção na sequencia de pensamentos, mas meu coração sangra e eu não consigo achar algo capaz de me curar. Eu te amo e isso me fode, queria eu te foder na mesma proporção que é em mim. Eu te amo e espero muito que você se foda.

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