Hoje o dia está cinza e não vejo seus olhos castanhos em lugar algum. Eu queria te encontrar, dizer o que eu sinto, rir de todas as suas piadas sem sentido, dizer que sou sua desde o momento em que nossos olhos se cruzaram.
Você não sabe como o cinza é claustrofóbico, asfixia e mata todas as esperanças que eu criei com carinho. Me mata por dentro.
Hoje eu queria deitar no seu peito nu, e ver sua respiração se acalmar, observar seu queixo de outro angulo, a barba por fazer e os olhos pesados de sono depois de uma noite em que nos perdemos e nos encontramos um no outro.
As vezes eu ouço sua voz no vento chamando meu nome. e a saudade me espanca por dentro até o peito sangrar. A solidão é companheira mas te empurra para um abismo sem fim.
Sinto frio todas as noites sem seu corpo para me aquecer e o acordar parece tão sem graça sem sua risada de bom dia e mais uma vez nos perdemos juntos. Encontramos pedaços de nós mesmo.
Meu corpo é querosene meu amor, mas não queimo mais com outros toques, não queima pois ninguém me inflama como você.
Lindo, volta para incendiar meu ser e a cidade inteira, ai então o cinza voltará a me fazer feliz.
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