domingo, 23 de setembro de 2018

Rutilismo

"É tão bonito te espiar viver" essa frase nunca tinha feito tanto sentido pra mim antes dos meus olhos pousarem em ti.
Dia desses tive certeza que meu coração andava tropeçando em você, que meu estômago havia virado um enorme borboletário, e que eu me encontrava em um caminho sem volta. Tive a certeza enquanto fitava seu peito subir e descer durante as respirações pesadas de sono, o cabelo bagunçado e a barba nem grande e nem rala, a boca que em todo momento quero sentir na minha, eu estava completamente perdida. Parei de te olhar, respirei fundo, como quem toma fôlego pra uma corrida, quase como se o ar viesse acompanhado de uma dose de coragem, respirei fundo e disse a mim mesma "acho que eu me fodi", o caso é que o laranja meio acobreado sempre fez minha pupila dilatar, sempre me foi bonito.
Hoje enquanto dormiamos me permiti te assistir dormir ao menos 5 minutos, e na minha cabeça começa a tocar "calendário", uma música tão minha pra você. Sem querer querendo acho que te chamei de amor, não deu, escapou dos meus lábios num sussuro quase inaudível; naquele momento pareceu tão certo, tão exato e você simplesmente se mexeu na cama e em uma fração de segundos eu estava imersa no teu abraço. Depois disso lembro apenas de acordar sorrindo ao sentir sua mão passear pelo meu corpo.
"Te guardo solto pra se aventurar[...] mas volta pra de dividir, amor, é que você fica tão bem aqui comigo".
Isso tudo parece tão certo, tão exato, como se tivesse que ser assim, que ser agora, porquê talvez, se fosse em outra estação, não seria algo tão nosso.

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