É esse vazio por dentro que consome minha alma. Ele vem e fica, leva embora minha animação e minha felicidade. Por tempos me vi escrava dessa solidão, obrigada a seguir sempre sem mudar, sem novos sorrisos verdadeiros, sem novos sonhos. Me vi parada em meio a chuva, desejando alguém para me proteger de toda essa tempestade. Avistei seu corpo, tremulo de frio vindo em minha direção, segurando apenas um guarda-chuva.
- minha menina, venha logo, a chuva logo vai ficar mais forte. Venha.
Estendeu suas mãos para que eu pudesse ficar segura; por longos segundos me neguei a seguir, não por orgulho, mas por medo de me machucar mais uma vez. Andei tão acostumada com a tempestade que já não sabia como era estar seca. A chuva caia desenfreadamente, não havia onde me esconder. Ainda continuava parada, com as mãos estendidas a minha espera. Pensei comigo mesma “ora, criança tola, pare de ter medo e crie logo coragem de seguir esse amor”. Corri para seus braços.
- Me desculpe por demorar tanto
- Não te preocupes, ainda temos muito tempo pela frente. Vamos andando, a tempestade logo passa.
Estava certa, a tempestade passou rápido ou então não percebi que ela estava passando, só tinha olhos para você. E você sempre será um pedaço grande e importante que toma conta da minha felicidade. Não temo mais em dizer em claro e bom som o quanto eu te amo.

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