sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Ela olhava para todos os lados, atordoada, já não sabia o que fazer, não conseguia esperar. O barulho das sirenes era acelerado, tinha pressa. Ele talvez não consiga voltar.
Ninguém naquela sala ousou dizer alguma coisa, uma senhora, pequena e de cabelos grisalhos estava sentada, aflita e chorando. Cadê meu marido – gritava ela – eu preciso saber se ele está bem. Ninguém a olhava, ninguém dava-lhe respostas, mas ela sentia, fitou-me ou longe.
    Ele não volta não é mesmo? - disse a velha com os olhos cheios d'água.
Encarei o chão, procurando algo que eu pudesse falar, algo pra fazer mas nada me ocorreu.
    Ele volta, talvez demore um pouco, mas ele volta.
Ela deu alguns passos em minha direção, me abraçou como alguém que abraça um poste em meio a tempestade.
    Obrigado por me dar uma resposta pequena.
E ela sorriu, se ele partisse ela não iria precisar esperar por ele, os dois caminharão juntos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário