Sou desse pedaço de chão, onde a simplicidade impera, onde o pó da estrada é mais alto que os carros, onde os sonhos possem limites, mas não existem limites de sonhos.
Aqui sou livre da pressão massiva das grandes metrópoles, aqui corro tranquila pelas ruas, vejo o crepúsculo todos os dias sem a interferência da poluição e coloco a cabeça no travesseiro sem o tropel, na calmaria, no meu silêncio.
O céu é negro quando eu olho para cima, quando eu olho para o poder, se ao menos eu pudesse mudar a cabeça das pessoas. Se ao menos eu pudesse, por um instante, parar com a azáfama das capitais e fazer com que todos olhem para cima, fazer com que todos queiram mudar, e assim, fazer com que as coisas evoluam, sem perder a simploriedade do olhar.
Não! Eu não desisto, eu tenho sede de conquista, sede de melhorias, sede de futuro. Lutarei, enfim, para alcançar a liberdade total.
A minha esperança me move, a minha esperança é plena e mesmo que seja em vão eu espero, espero pela mudança.
Aqui no meu pedaço de chão sou livre para sonhar.
Autora: Andressa Campos (@tubesdemorango) (eu mesma)
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Epidemia.
Angustia.
Minhas palavras secaram e aqui em mim o vazio permanece como vírus, se espalhando como epidemia. Não vejo razão para fazer o que sempre faço, a vida já não me atrai, é sem graça, sem sentido. É tão estranho estar “mal” sem motivo aparente. Talvez o motivo seja a vitima, meu mal sou eu mesma. Definitivamente estou cansada, quero fugir, correr, gritar, chorar, quero desaparecer. Mas não é por nada não, só estou cansada. Nem minha estrela cadente foi capaz de realizar meu desejo. Vou desacreditar da imaginação. Tenho que perder essa ingenuidade, esse acreditar em tudo, é isso que fode com meus pensamentos. Não estou mal por você ter mentido, mas sim estou com raiva de ter acreditado. Roí todas as unhas, agora a ponta dos meus dedos está em carne viva. Eu estou em carne viva. Sensível, dilacerada. Não faça pilhéria à meu respeito, seu moço. Posso te matar mentalmente. Mas vá pro diabo que te carregue, não me importo. Não me importo com nada mais. Sou uma mera espectadora da minha depressão, não faço nada, não tento doma-la, ensina-la, apenas a assisto me devastar.
AAAAAAAAAAAAAAAH Meus gritos mudos, suplicas caladas, vida inerte, silencio suicida.
Algo meu, antigas palavras, um eu que hoje não vejo, um eu que ainda bem não vejo.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Moradia
Eu tenho varias opções para viver, tantas experiencias, tanto pra crescer. Ah menina, mas você, você me faz pensar lá no futuro, nosso futuro e sinceramente não me sinto perdendo nada, nem deixando nada para trás, sou sua. É você, quem faz o coração bater mais rápido, assim como a respiração que sempre fica acelerada quando estamos juntas. É você que me faz dar o sorriso mais sincero de todos, é você que me faz sorrir. Ah pequena! Eu já nem sei como é viver sem você, eu não quero saber, eu morro sem você. Amor, não demorei muito pra perceber que de todas as opções você sempre será a melhor, sempre será a única, sempre será minha. Menina. Minha menina. Meu vicio, minha salvação, minha. Anjo. Meu anjo. O mundo amor!O mundo é só o mundo. Você é meu mundo. Mas amor, não se preocupe com o mundo de fora, em seus abraços só tenho olhos mim, em seus braços me acho. Em seus braços sou eu, nua e crua, de carne e sentimentos atordoados, de defeitos e sonhos, mulher e menina. Criança birrenta, carente, querendo atenção. Amor não me deixe, fica bem aqui ao meu lado, pra sempre. Vamos assistir o por do sol, quero me reconfortar no teu abraços e sentir a maior paz de todas, me sentir completa, me sentir completamente feliz. Vem pequena, eu vou te amar até o fim dos dias. Eu vou viver ao seu lado e vou te proteger no meu abraços assim como você me protege nos braços teus. Braços. Abraços. Morada. Lar. Paz. Felicidade. Nós. Amor
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Abismo.
As luzes me sufocavam na medida que eu ia seguindo o meu caminho. Eu me perdi na estrada e o caminho parecia cada vez pior. A gasolina estava acabando e acho que eu não iria conseguir terminar minha viagem, eu provavelmente ficaria na beira da rodovia esperando alguém para me salvar, alguém pra me levar dessa escuridão de lampadas fluorecentes. Parei em meio aos carros em movimento e observei o abismo logo ao lado do acostamento.
-Ar, é isso que eu preciso, só um pouco de ar - penso eu.
O abismo foi tão tentador que me arrisquei a olhar mais perto. A gasolina estava no final e meu carro não ia sair do lugar mesmo, nada ia sair do lugar, eu estava completamente inerte. O abismo. Vou pular. Vou respirar.
- Hey, olha aqui pra mim, segura a minha mão e nem ouse ir mais pra frente.
Eu nem tinha percebido, mas meus pés já estavam na beira do penhasco, quase caindo, indo, inerte. Eu não perderia nada se pegasse a mão do meu anjo. Fui, sem vacilar acho que algo dentro de mim não iria deixar que eu desistisse.
- Vamos, me leve pra onde posso respirar em segurança.
Me deitou no seu abraço e por lá fiquei. Acho que nunca tinha dado um suspiro de alivio e paz. Seu abraço se tornou minha moradia, meu refugio.
- Olha aqui no meu olho, é você!
E adormeci com a maior paz que pude encontrar em toda a vida.
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