segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Abismo.
As luzes me sufocavam na medida que eu ia seguindo o meu caminho. Eu me perdi na estrada e o caminho parecia cada vez pior. A gasolina estava acabando e acho que eu não iria conseguir terminar minha viagem, eu provavelmente ficaria na beira da rodovia esperando alguém para me salvar, alguém pra me levar dessa escuridão de lampadas fluorecentes. Parei em meio aos carros em movimento e observei o abismo logo ao lado do acostamento.
-Ar, é isso que eu preciso, só um pouco de ar - penso eu.
O abismo foi tão tentador que me arrisquei a olhar mais perto. A gasolina estava no final e meu carro não ia sair do lugar mesmo, nada ia sair do lugar, eu estava completamente inerte. O abismo. Vou pular. Vou respirar.
- Hey, olha aqui pra mim, segura a minha mão e nem ouse ir mais pra frente.
Eu nem tinha percebido, mas meus pés já estavam na beira do penhasco, quase caindo, indo, inerte. Eu não perderia nada se pegasse a mão do meu anjo. Fui, sem vacilar acho que algo dentro de mim não iria deixar que eu desistisse.
- Vamos, me leve pra onde posso respirar em segurança.
Me deitou no seu abraço e por lá fiquei. Acho que nunca tinha dado um suspiro de alivio e paz. Seu abraço se tornou minha moradia, meu refugio.
- Olha aqui no meu olho, é você!
E adormeci com a maior paz que pude encontrar em toda a vida.
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