Angustia.
Minhas palavras secaram e aqui em mim o vazio permanece como vírus, se espalhando como epidemia. Não vejo razão para fazer o que sempre faço, a vida já não me atrai, é sem graça, sem sentido. É tão estranho estar “mal” sem motivo aparente. Talvez o motivo seja a vitima, meu mal sou eu mesma. Definitivamente estou cansada, quero fugir, correr, gritar, chorar, quero desaparecer. Mas não é por nada não, só estou cansada. Nem minha estrela cadente foi capaz de realizar meu desejo. Vou desacreditar da imaginação. Tenho que perder essa ingenuidade, esse acreditar em tudo, é isso que fode com meus pensamentos. Não estou mal por você ter mentido, mas sim estou com raiva de ter acreditado. Roí todas as unhas, agora a ponta dos meus dedos está em carne viva. Eu estou em carne viva. Sensível, dilacerada. Não faça pilhéria à meu respeito, seu moço. Posso te matar mentalmente. Mas vá pro diabo que te carregue, não me importo. Não me importo com nada mais. Sou uma mera espectadora da minha depressão, não faço nada, não tento doma-la, ensina-la, apenas a assisto me devastar.
AAAAAAAAAAAAAAAH Meus gritos mudos, suplicas caladas, vida inerte, silencio suicida.
Algo meu, antigas palavras, um eu que hoje não vejo, um eu que ainda bem não vejo.
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