segunda-feira, 25 de março de 2013

Da parede verde até o tapete

Perdi os sentidos enquanto seus livros assistiam a tudo calados. Senti um leve medo ao me ver em suas mãos, ao me ver totalmente entregue, um medo de que tudo fosse apenas um dos meus melhores sonhos. Decorei todos os detalhes, desde a coberta até o jeito como seu cabelo fica bagunçado, ou como seus olhos ficam mais doces quando você está com sono. A verdade é que nunca senti tanto amor e prazer ao mesmo tempo. Era como se eu não soubesse como agir, eu não senti medo quando cravei minhas unhas em suas costas pra puxar seu corpo pra mais perto do meu, senti um desejo que não cabia mais em mim. A chuva estava dando um oi tímido, desses sem querer atrapalhar. Seu corpo era o que me mantinha quente. Você é o que me mantem viva. Fecho os meus olhos e não consigo esquecer dos seus. Um misto de malicia e ternura. Me perdi no teu olhar, na tua cama, nos teus braços, no nosso amor. Encontrei minhas certezas em um dos teus abraços que quase me sufocou, num segundo que não havia luz no quarto.
"eu te amo, eu te amo muito, moça" 
Você não faz ideia do quanto fui completa naquele segundo, no quanto fui feliz. Talvez seja felicidade suficiente pra todas as minhas encarnações. Foi como se eu nunca tivesse sentido o gosto da dor, foi como se sofrer fosse tão distante que nem pertencia mais à minha vida. 
"eu também te amo muito bebê" 
E só eu sei o quanto isso é verdade, o quanto seria horrível ver minha vida sem você, um dia sequer. Você me faz ser uma criança boba e apaixonada e ao mesmo tempo uma mulher segura, decidida. 
Desde a parede verde até o tapete, desde as roupas no armário aos filmes na estante. Tudo ali tinha um pouco de nós e um pouco de todo nosso amor.

Minha blusa está com seu cheiro, essa noite eu dormi agarrada nela imaginando seu corpo.

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