terça-feira, 7 de maio de 2013

Eu, eles e aquilo que nunca foi "nós"

Ele não sabe que quando eu deitei com ele no parque, a vontade era virar pro lado e roubar um beijo, apenas um, no canto dos lábios, desses bem tímidos bem como eu sou quando ele está perto.

Mas a coragem correu, assim como a chance.
Nos perdemos

Ela não sabe que quando eu deitei com ela no parque, eu pensava nele, no beijo que eu nunca roubei, na musica que não fez sentido aquela noite, até porque aquele parque era o parque das musicas estranhas e na falta de coragem de admitir pra mim mesma o que eu realmente queria.

Naquela noite eu tinha visto ele.

Eu não sei o porque eu deitei no parque com essas folhas amarelas e uma caneta na mão, só pra poder escrever sobre tudo que poderia ter sido e não foi, escrever sobre a covardia e o arrependimento tardio.
Não sei porque resolvi remexer no que já deveria estar arquivado com o nome "nunca mexa, perigo de indecisões"

Eu continuo com a mania de usar o "nós" quando na verdade isso nunca existiu.

O parque não sabe que todas as vezes que eu deitei nele, eu queria que o céu fechasse e chovesse palavras que me fizessem criar coragem de sair correndo e roubar aquele beijo que já está falecido dentro do meu desejo em vão.

Não tem como voltar no tempo. O tempo correu das minhas mãos. Acabou

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