Quando eu te tenho aqui meu mundo fica em paz
Nem vi você chegar, teu jeito manso e suas piadas bobas foram tomando lugar e quando vi estava perdida no seu olhar.
Meu corpo foi que se deixou enlaçar primeiro, o quanto sua proximidade me arrepiava era o sinal de que eu precisava me perder com você pra eu poder me achar. Suas mãos seguravam firme meu cabelo, seu olhar tão intenso que me fez enxergar o universo fez minhas pernas derreterem e eu me entreguei. No início seu beijo me devorou a alma, com pressa como se o mundo fosse acabar. Urgência. Nossas roupas se misturaram no chão e sua língua foi devorar o restante da minha carne. Tremedeira. Você me chupava até me ver gritar, me ver desfalecer e sorria maliciosamente se deliciando em ver meu corpo convulsionar de prazer.
Hoje seu beijo é calmo mas ainda me faz queimar e derreter. Temos um encaixe só nosso, uma química que cientista nenhum explica e até quem vê de longe é capaz de sentir, como quando nos beijamos a primeira vez em público.
Depois foi a vez do meu psicológico ser enlaçado, o modo como as conversas fluem parecendo a correnteza de um rio, leva pra longe as mágoas e traz sempre um sorriso no meu rosto. Eu me sinto livre para poder falar tudo que me consome, tudo o que tira a paz e até mesmo tudo que me traz paz.
Com você consigo ser eu, mais do que com qualquer outra pessoa e isso é assustador, me sinto o tempo inteiro nua ao seu lado mostrando todas as qualidades e defeitos e surpreendentemente você ainda não fugiu.
Por último meu coração foi golpeado, foi mansinho e quando percebi ja era, eu estava sentada no parque olhando pra você e sorrindo por dentro, roubando beijos como uma adolescente envergonhada. Você segurou na minha mão pra andar na rua e eu gelei, a mão suava frio e o coração quase saía pela boca num frenesi delicioso.
Corpo, mente e coração concordam no sentir e isso transparece pelos meus olhos brilhantes.
Hoje senti sua falta na cama, senti também a falta do seu gato dormindo no meu pé e dessa sensação de "lar", de pertencer e ser livre. Senti falta do seu cheiro, dos seus beijos, dos carinhos e do sexo. Senti falta de falar que sou sua mesmo sendo uma maneira estranha e complicada.
Eu estou assustada demais com tudo, mas é como andar de montanha russa, assusta no começo mas é maravilhoso e deixa a sensação de quero mais.
Todos os dias acordo querendo um pouquinho mais de você e de nós, todos os dias acordo sendo um pouquinho mais sua.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Setembro Amarelo
Eu sou o som de um disparo no vazio.
As vezes sou Nina, as vezes Tiago. Nunca consigo separar a ambição da frustração, minha vida vem sendo uma série de acontecimentos conturbados, situações que me deixam na posição vulnerável de ser Tiago, de ser pessimista e desconfiado, insegura. Meu amor pelo teatro me move e isso me faz ser Nina, me faz ser sonhadora, confiante e feliz. Mas tudo tem um preço. Coisas boas são acompanhadas de coisas ruins. Ninguém nunca é verdadeiramente feliz.
Eis que caio novamente em Tiago.
Parado em seu quarto, analisando a vida como uma série de acontecimentos conturbados, bem como eu em vários momentos. Você por um acaso, já sentiu uma dor tão grande, tão intensa e asfixiante? Não tem como fugir. Você já pensou em acabar com tudo?
Eu já, e fracassei do mesmo modo que Tiago em sua primeira tentativa.
A porta está aberta, se escutam passos.
- Quem está ai? Nina? Você voltou?
Agora é tarde não é mesmo? Você voltou pra mim? Voltou por mim? (Esperança)
-Voltei por mim mesma, pela necessidade de ver como o futuro ficou parado no passado, um amor que não me queima mais, como o som de um disparo no vazio, mas eu precisava te dizer, contar como a gaivota ainda vive, rastejando as vezes, mas sempre em frente. A gaivota sofre, mas no fundo ainda resiste. Meu amor me faz seguir. Em meio a trancos e barrancos, em meio a tropeços e desilusões. Perdi tudo que tinha, até ver que tudo que importa sou eu mesma. Eu sou uma gaivota ferida, mas sou a mais bela de todas no céu. O que faz nós sermos único sempre vai ser o vôo e não o pouso. É triste mas já estou de partida, sei que errei e isso não conserta nada, mas hoje eu estou bem.
-Quero ir contigo
-Perdão, não tenho mais espaço para o passado em minha vida. Adeus.
Hoje eu sou Nina, brincando no vasto céu da vida, subindo e descendo, caindo e levantando mas seguindo. Hoje vejo que mesmo a dor mais intensa uma hora acaba, que a asfixia nos ajuda a perceber o quão importante e bom é o ar.
Hoje sou Nina, mas amanhã ja me é incerto e confesso ter medo; medo de parar de voar.
Buuum
Eu sou o som de um disparo no vazio, por favor, tirem minha mãe daqui.
As vezes sou Nina, as vezes Tiago. Nunca consigo separar a ambição da frustração, minha vida vem sendo uma série de acontecimentos conturbados, situações que me deixam na posição vulnerável de ser Tiago, de ser pessimista e desconfiado, insegura. Meu amor pelo teatro me move e isso me faz ser Nina, me faz ser sonhadora, confiante e feliz. Mas tudo tem um preço. Coisas boas são acompanhadas de coisas ruins. Ninguém nunca é verdadeiramente feliz.
Eis que caio novamente em Tiago.
Parado em seu quarto, analisando a vida como uma série de acontecimentos conturbados, bem como eu em vários momentos. Você por um acaso, já sentiu uma dor tão grande, tão intensa e asfixiante? Não tem como fugir. Você já pensou em acabar com tudo?
Eu já, e fracassei do mesmo modo que Tiago em sua primeira tentativa.
A porta está aberta, se escutam passos.
- Quem está ai? Nina? Você voltou?
Agora é tarde não é mesmo? Você voltou pra mim? Voltou por mim? (Esperança)
-Voltei por mim mesma, pela necessidade de ver como o futuro ficou parado no passado, um amor que não me queima mais, como o som de um disparo no vazio, mas eu precisava te dizer, contar como a gaivota ainda vive, rastejando as vezes, mas sempre em frente. A gaivota sofre, mas no fundo ainda resiste. Meu amor me faz seguir. Em meio a trancos e barrancos, em meio a tropeços e desilusões. Perdi tudo que tinha, até ver que tudo que importa sou eu mesma. Eu sou uma gaivota ferida, mas sou a mais bela de todas no céu. O que faz nós sermos único sempre vai ser o vôo e não o pouso. É triste mas já estou de partida, sei que errei e isso não conserta nada, mas hoje eu estou bem.
-Quero ir contigo
-Perdão, não tenho mais espaço para o passado em minha vida. Adeus.
Hoje eu sou Nina, brincando no vasto céu da vida, subindo e descendo, caindo e levantando mas seguindo. Hoje vejo que mesmo a dor mais intensa uma hora acaba, que a asfixia nos ajuda a perceber o quão importante e bom é o ar.
Hoje sou Nina, mas amanhã ja me é incerto e confesso ter medo; medo de parar de voar.
Buuum
Eu sou o som de um disparo no vazio, por favor, tirem minha mãe daqui.
domingo, 23 de setembro de 2018
Rutilismo
"É tão bonito te espiar viver" essa frase nunca tinha feito tanto sentido pra mim antes dos meus olhos pousarem em ti.
Dia desses tive certeza que meu coração andava tropeçando em você, que meu estômago havia virado um enorme borboletário, e que eu me encontrava em um caminho sem volta. Tive a certeza enquanto fitava seu peito subir e descer durante as respirações pesadas de sono, o cabelo bagunçado e a barba nem grande e nem rala, a boca que em todo momento quero sentir na minha, eu estava completamente perdida. Parei de te olhar, respirei fundo, como quem toma fôlego pra uma corrida, quase como se o ar viesse acompanhado de uma dose de coragem, respirei fundo e disse a mim mesma "acho que eu me fodi", o caso é que o laranja meio acobreado sempre fez minha pupila dilatar, sempre me foi bonito.
Hoje enquanto dormiamos me permiti te assistir dormir ao menos 5 minutos, e na minha cabeça começa a tocar "calendário", uma música tão minha pra você. Sem querer querendo acho que te chamei de amor, não deu, escapou dos meus lábios num sussuro quase inaudível; naquele momento pareceu tão certo, tão exato e você simplesmente se mexeu na cama e em uma fração de segundos eu estava imersa no teu abraço. Depois disso lembro apenas de acordar sorrindo ao sentir sua mão passear pelo meu corpo.
"Te guardo solto pra se aventurar[...] mas volta pra de dividir, amor, é que você fica tão bem aqui comigo".
Isso tudo parece tão certo, tão exato, como se tivesse que ser assim, que ser agora, porquê talvez, se fosse em outra estação, não seria algo tão nosso.
Dia desses tive certeza que meu coração andava tropeçando em você, que meu estômago havia virado um enorme borboletário, e que eu me encontrava em um caminho sem volta. Tive a certeza enquanto fitava seu peito subir e descer durante as respirações pesadas de sono, o cabelo bagunçado e a barba nem grande e nem rala, a boca que em todo momento quero sentir na minha, eu estava completamente perdida. Parei de te olhar, respirei fundo, como quem toma fôlego pra uma corrida, quase como se o ar viesse acompanhado de uma dose de coragem, respirei fundo e disse a mim mesma "acho que eu me fodi", o caso é que o laranja meio acobreado sempre fez minha pupila dilatar, sempre me foi bonito.
Hoje enquanto dormiamos me permiti te assistir dormir ao menos 5 minutos, e na minha cabeça começa a tocar "calendário", uma música tão minha pra você. Sem querer querendo acho que te chamei de amor, não deu, escapou dos meus lábios num sussuro quase inaudível; naquele momento pareceu tão certo, tão exato e você simplesmente se mexeu na cama e em uma fração de segundos eu estava imersa no teu abraço. Depois disso lembro apenas de acordar sorrindo ao sentir sua mão passear pelo meu corpo.
"Te guardo solto pra se aventurar[...] mas volta pra de dividir, amor, é que você fica tão bem aqui comigo".
Isso tudo parece tão certo, tão exato, como se tivesse que ser assim, que ser agora, porquê talvez, se fosse em outra estação, não seria algo tão nosso.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Tu, eu e o palco
O ângulo da minha visão me faz contemplar a imensidão desse céu, a grama abraça minha pele desnuda e o sol lambe minha alma. Aqui sou pedaços de mim mesma, fragmentos de encontros potentes, sou oq quiser ser, sou inteira. O céu é do tamanho dos meus sonhos e do meu amor. Te vejo chegar de mansinho, seus passos silenciosos na relva, os pássaros parecem compor uma música só nossa, de repente não sinto mais o sol e seus lábios beijam meus olhos. "Hey, acorda, aproveita a música e vem dançar comigo" e eu me entrego, sem jeito, sem nem saber direito como valsar. Me entrego ao seu corpo nu, na certeza que conduzir tudo isso é sua maior habilidade. Meus pés tocam o chão, sinto a energia emanar da terra. Daqui do alto o pôr do sol parece um espetáculo.
O ângulo da minha visão me faz contemplar a imensidão do teto, os holofotes, uma pequena teia de aranha. Estou desnuda dos meus medos e dos fantasmas. Aqui sou inteira. Uma voz conduz minha mente e meu corpo. Estou valsando num grande espreguiçar. Meus pés tocam o chão e sinto a energia emanar do palco. Daqui de cima tudo é possível, tudo é espetáculo.
O ângulo da minha visão me faz contemplar a imensidão do teto, os holofotes, uma pequena teia de aranha. Estou desnuda dos meus medos e dos fantasmas. Aqui sou inteira. Uma voz conduz minha mente e meu corpo. Estou valsando num grande espreguiçar. Meus pés tocam o chão e sinto a energia emanar do palco. Daqui de cima tudo é possível, tudo é espetáculo.
terça-feira, 10 de julho de 2018
Estrela
Hoje sonhei que te escrevia uma poesia, era algo sobre como meu sorriso é largo com você colorindo meus dias cinzas. Ainda de olhos fechados imaginei seu corpo ao lado do meu na cama, me imaginei sendo sua nessa manhã tão fria.
É tão intenso o poder que você tem sobre mim, o quanto consegue moldar meu humor e me mostrar o lado bom das coisas, mesmo sendo a pessoa mais pessimista que conheço.
Moço, você é peça rara, daquelas que não conseguimos esquecer nunca, bem como o dia que te conheci, com um sorriso um tanto tímido e um olhar misterioso.
As circunstâncias nunca foram a nosso favor e hoje me sinto grata por te ter de volta na minha vida, por sorrir feito boba quando recebo uma mensagem sua.
E se eu parar para pensar no passado, eu já era sua mesmo quando não podia, em pensamento. Minha imaginação sempre me levou para lugares distintos.
Quero que saiba o quanto anseio pelo seu toque, por sentir seus braços ao redor do meu corpo. Volte logo pra que eu faça do seu abraço o meu lar.
É tão intenso o poder que você tem sobre mim, o quanto consegue moldar meu humor e me mostrar o lado bom das coisas, mesmo sendo a pessoa mais pessimista que conheço.
Moço, você é peça rara, daquelas que não conseguimos esquecer nunca, bem como o dia que te conheci, com um sorriso um tanto tímido e um olhar misterioso.
As circunstâncias nunca foram a nosso favor e hoje me sinto grata por te ter de volta na minha vida, por sorrir feito boba quando recebo uma mensagem sua.
E se eu parar para pensar no passado, eu já era sua mesmo quando não podia, em pensamento. Minha imaginação sempre me levou para lugares distintos.
Quero que saiba o quanto anseio pelo seu toque, por sentir seus braços ao redor do meu corpo. Volte logo pra que eu faça do seu abraço o meu lar.
sábado, 14 de abril de 2018
Cinza
Hoje o dia está cinza e não vejo seus olhos castanhos em lugar algum. Eu queria te encontrar, dizer o que eu sinto, rir de todas as suas piadas sem sentido, dizer que sou sua desde o momento em que nossos olhos se cruzaram.
Você não sabe como o cinza é claustrofóbico, asfixia e mata todas as esperanças que eu criei com carinho. Me mata por dentro.
Hoje eu queria deitar no seu peito nu, e ver sua respiração se acalmar, observar seu queixo de outro angulo, a barba por fazer e os olhos pesados de sono depois de uma noite em que nos perdemos e nos encontramos um no outro.
As vezes eu ouço sua voz no vento chamando meu nome. e a saudade me espanca por dentro até o peito sangrar. A solidão é companheira mas te empurra para um abismo sem fim.
Sinto frio todas as noites sem seu corpo para me aquecer e o acordar parece tão sem graça sem sua risada de bom dia e mais uma vez nos perdemos juntos. Encontramos pedaços de nós mesmo.
Meu corpo é querosene meu amor, mas não queimo mais com outros toques, não queima pois ninguém me inflama como você.
Lindo, volta para incendiar meu ser e a cidade inteira, ai então o cinza voltará a me fazer feliz.
Você não sabe como o cinza é claustrofóbico, asfixia e mata todas as esperanças que eu criei com carinho. Me mata por dentro.
Hoje eu queria deitar no seu peito nu, e ver sua respiração se acalmar, observar seu queixo de outro angulo, a barba por fazer e os olhos pesados de sono depois de uma noite em que nos perdemos e nos encontramos um no outro.
As vezes eu ouço sua voz no vento chamando meu nome. e a saudade me espanca por dentro até o peito sangrar. A solidão é companheira mas te empurra para um abismo sem fim.
Sinto frio todas as noites sem seu corpo para me aquecer e o acordar parece tão sem graça sem sua risada de bom dia e mais uma vez nos perdemos juntos. Encontramos pedaços de nós mesmo.
Meu corpo é querosene meu amor, mas não queimo mais com outros toques, não queima pois ninguém me inflama como você.
Lindo, volta para incendiar meu ser e a cidade inteira, ai então o cinza voltará a me fazer feliz.
domingo, 18 de março de 2018
Pele
É coisa de pele. Tato. Cheiro. Suor. Gosto.
Te vi chegar de mansinho e fazer presença nos meus dias, sem nenhuma obrigação, sem cobranças. Eramos só nós dois e nossos corpos vibravam na mesma sintonia, no mesmo ritmo. O sol nascia e meu corpo ainda era seu abrigo, como se o tempo não tivesse passado um só segundo e nunca fosse suficiente pra acabar com o desejo.
Você se foi do mesmo jeito que veio, rápido demais e eu em percebi. As vezes queria ter você aqui, na cama, me esquentando e me fazendo rir, as vezes só queria você pra transar e esquecer do dia de amanhã. As vezes eu sinto sua falta.
Te vi chegar de mansinho e fazer presença nos meus dias, sem nenhuma obrigação, sem cobranças. Eramos só nós dois e nossos corpos vibravam na mesma sintonia, no mesmo ritmo. O sol nascia e meu corpo ainda era seu abrigo, como se o tempo não tivesse passado um só segundo e nunca fosse suficiente pra acabar com o desejo.
Você se foi do mesmo jeito que veio, rápido demais e eu em percebi. As vezes queria ter você aqui, na cama, me esquentando e me fazendo rir, as vezes só queria você pra transar e esquecer do dia de amanhã. As vezes eu sinto sua falta.
domingo, 28 de janeiro de 2018
Icarus
Cá estou eu, mais uma vez, como Icarus esperando o nascer do sol. Aguardando o momento exato em que eu perca a consciência, que tudo para de fazer sentido e eu finalmente me entregue para o desconhecido. A insônia me visita todas as noites e depois de dias sem nem pregar o olho, caio em um sono quase tão profundo como de Aurora e lá permaneço.
Como se todas as coisas fossem entrelaçadas hoje colho o resultado das minhas ações, não podemos negar que o futuro é apenas um espelho torto do passado. Se olharmos bem assim, distorcido e distante, talvez eu realmente não merecesse ser feliz, mesmo que embora eu saiba que não tenho culpa da maioria dos problemas, mas meu caro omissão pode ser tão ruim quanto culpa.
As vezes procuro o sentido de tudo, as vezes eu apenas deixo a existência acontecer, como as estrelas nascendo e morrendo. Tudo voltará a ser pó e por mais importante que você pense que você é, daqui centenas de anos, ninguém se lembrará ou você acha mesmo que lembramos quem foi o homem das cavernas mais influente. O esquecimento é inevitável assim como a explosão dos astros. Cá estou eu, observando o sol surgir pela mesma janela de sempre, sem brilho e sem cor. Sem perspectiva de nada. Definitivamente aqui não é meu lugar.
Como Icarus espero por algo tão grande que eu me perca de mim mesma e deixe tudo queimar ou então quem sabe meu sol explodirá bem antes que eu possa chegar perto de conhecê-lo.
Como Icarus, mais uma vez o dia clareou com sono.
Como se todas as coisas fossem entrelaçadas hoje colho o resultado das minhas ações, não podemos negar que o futuro é apenas um espelho torto do passado. Se olharmos bem assim, distorcido e distante, talvez eu realmente não merecesse ser feliz, mesmo que embora eu saiba que não tenho culpa da maioria dos problemas, mas meu caro omissão pode ser tão ruim quanto culpa.
As vezes procuro o sentido de tudo, as vezes eu apenas deixo a existência acontecer, como as estrelas nascendo e morrendo. Tudo voltará a ser pó e por mais importante que você pense que você é, daqui centenas de anos, ninguém se lembrará ou você acha mesmo que lembramos quem foi o homem das cavernas mais influente. O esquecimento é inevitável assim como a explosão dos astros. Cá estou eu, observando o sol surgir pela mesma janela de sempre, sem brilho e sem cor. Sem perspectiva de nada. Definitivamente aqui não é meu lugar.
Como Icarus espero por algo tão grande que eu me perca de mim mesma e deixe tudo queimar ou então quem sabe meu sol explodirá bem antes que eu possa chegar perto de conhecê-lo.
Como Icarus, mais uma vez o dia clareou com sono.
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