quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Eu já sinto saudades e mal acabou,é engraçado olhar pra trás e perceber que daqui pra frente tudo mudará. As pessoas que um dia significaram tanto vão ficar guardadas em fotos, lembranças, cartas e novas pessoas vão aparecer. Vamos amadurecer, vamos criar, recriar, vamos viver. Agora sim vamos começar a viver. Tantas coisas pra enfrentar, tantas possibilidades, tantos sonhos e tudo acontecerá de melhor se nos focarmos inteiramente no que queremos. Hora de cair na balada, curtir todos os momentos, a vida passa rápido demais se for parar para reparar. Vou sentir saudades de todas as palhaçadas, todos os sorrisos, todas as brigas, todos os momentos, saudade de todos. Mas tudo muda um dia e sei que nunca vou esquecer de quem sempre me fez bem. Obrigada por tudo. Eu amo vocês.
E agora é so comemorar que toda a chatice acabou. UHUUUUU!!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Hoje acordei com aquelas musicas chatas de antigamente grudadas na cabeça, bom, não são bem antigas, nem tão pouco de outra época, ontem mesmo escutei na radio, tocou alto e ecoou aqui dentro, até cantei com vontade. Minhas musicas antigas de agora. É que está no meu passado, servindo de recordação para alguém ou algo que já não faz mais significado, quer dizer, ainda faz mas não como um dia fez. Ah! Sou complicada e se quiser me entender terá que arrumar paciência.
Andei pelo mesmo caminho de rotina, vi uma daquelas pessoas que há 5 ou 6 anos diziam tudo e hoje não dizem nada, nem ao menos oi. Apenas passou por mim. Tudo passou por meus olhos e eu não vi, ou vi e não quis reparar. Você entende, né?
Não me venha com respostas prontas e fingidas,não me adapto aos moldes. Seja sincero! Mas olha, faz o favor de só me dirigir a palavra se tiver a intenção de ficar.
Particularmente não gosto dessas pessoas que falam ”olá” com a intenção de um dia sussurrar ”adeus”
WE
Gosto desse seu jeitinho torto e do seu sorriso quando fica envergonhada. Quer saber, gosto de você por inteira. Por fora e por dentro. Ti gosto de todos os ângulos cabíveis. Gosto do gosto do seu beijo e do brilho do seu olhar quando a noite cai. Gosto do barulho da cama quando fazemos amor.Gosto da sua respiração curta batendo na minha nuca entre pausas rápidas enquanto dormimos. Gosto de acordar no meio da noite e te observar dormir. Gosto da sua voz ao pé do meu ouvido falando bom dia. Gosto do sorriso que me provoca quando simplesmente diz “Casa comigo?” assim mesmo, no meio do silencio dos nossos sorrisos. Gosto da textura das minhas lagrimas quando penso com amor e ternura no nosso futuro. Meu choro de felicidade. Gosto do quanto sou completa quando estou aconchegada no seu abraço e do quando fico protegida com o toque dos seus lábios na minha testa. Gosto de quem eu sou com você. Gosto de tudo que venha de você, de tudo relacionado a nós. Gosto do amor que sinto ou melhor dizendo, eu amo. Amo tudo que é nosso e tudo que um dia será conquistado por nós. Eu gosto de você. EU AMO VOCÊ.
sábado, 13 de outubro de 2012
Need you
Está tudo acabando e ironicamente começando de novo. A noite está gelada demais para ficar dando voltas no passado, não que eu visite constantemente aquilo que um dia fez parte de mim, mas sabe, tem coisas que eu nunca vou conseguir esquecer, coisas que mesmo que eu tente vão ficar aqui, como se estivessem gravadas na pele. A noite está fria demais e se eu não tiver seus braços ao meu redor é bem capaz de que eu me perca, mas será por poucos segundos, a minha força é maior que a dor, meu amor é maior que o medo. Guardo registrado na memoria o quanto uma lagrima pode carregar emoção e ser revigorante.
Como é incrível a sensação de chorar de alegria!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Thunder
Ouço os raios caindo e devastando tudo que está ao redor. Estou com uma dor que me incomoda por dias. Está tudo tão pesado, até a respiração me cansa. Eu não vou desistir, não mesmo, tenho motivos pra ficar de pé, mas esse peso todo está me deixando um pouco cansada. Quero poder chorar até todas as lagrimas pararem de cair, quero o seu colo pra deitar e sair que tudo vai dar certo. Eu preciso do seu abraço essa noite só pra saber que tudo vai acabar bem, que estaremos juntas sempre. Eu estou te precisando tanto, o peito está sangrando e parece que não vai parar tão cedo. Eu não sei o motivo, você diz que eu sou forte, mas na verdade eu sou a mais fraca de todas, eu sou uma criança que precisa de atenção. Eu não gosto de me sentir assim de ser assim, de doer assim. Tudo é tão pesado. Estou assustada com tudo, cada raio lá fora me faz tremer por dentro, as lagrimas correm de encontro com o chão e parece que não vão parar. Pesadas. Hoje vou dormir ou ao menos tentar. Preciso te encontrar pra poder viver.
Por favor, não me deixa. Não vou aguentar
Por favor, não me deixa. Não vou aguentar
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Veridiana
É horrível ter que lutar quando ninguém ao seu lado te dá forças, e pra mim desistir é mais fácil, mais rápido e menos sofrido. Mas cá entre nós, eu nunca gostei das coisas fáceis, não tem graça, não tem a adrenalina de poder dar de cara com o chão, de dar errado. A adrenalina de se perder por alguns instantes. A duvida me faz continuar, só pra ter o gostinho de ver tudo finalizado A sensação de missão cumprida vale a pena. Eu vou seguindo, mesmo fracassando em tudo, mesmo sem ter planos. Vou seguindo, mesmo estando sozinha com todos esses medos e carências. Sozinha comigo mesma. Eu tenho medo de mim, da minha loucura. Ah foda-se tudo o que acontece, eu tenho que achar forças, mesmo com toda essa escuridão eu vou ter forças, nem que seja pra ter que chegar ao fim me arrastando, como um pedaço de lesma já quase sem vida. Eu vou chegar ao fim. Nem que eu mesma faça o meu fim.
"Veridiana é uma pessoa, eu sou diferente. Já fui Veridiana, mudei por tantas coisas, foi bom, alguém me salvou. Hoje sou feliz."
"Veridiana é uma pessoa, eu sou diferente. Já fui Veridiana, mudei por tantas coisas, foi bom, alguém me salvou. Hoje sou feliz."
Vento
As coisas mudaram tanto aqui dentro e hoje posso dizer que me sinto bem com o que eu sempre fui e com o que com o tempo eu me tornei. Tantas pessoas se foram e tantas pessoas chegaram, algumas estão comigo até agora, mas amanha será que ainda estarão? Algumas pessoas mentem, as vezes eu não sei em quem confiar. Ah, mas eu estou bem, os ventos que antigamente eram como tormenta hoje sopram com tanta calmaria que o silencio dança com gosto e já não me perturbo com a falta de palavras. O silencio quando eu estou nos braços teus é tão protetor, tão bom, não necessitamos de palavras, nossos olhares se conversam. Os ventos estão me fazendo feliz como eu nunca tinha sido ontem.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
O tempo passou tão rápido que mal percebi, não digo o tempo em meses, digo os anos, os momentos, olha amiga, mais um ano ficando velha, mas hoje é diferente, você está fazendo seus 18 anos, agora é hora de ferver, de arrasar, de se jogar nas escolha e começar a viver.
São 17 anos ao seu lado, 17 anos te aguentando, assim como você me aguenta, e não vamos parar por aqui, o tempo vai passar e daqui a 50 anos ainda estaremos comendo bolo mesclado e fazendo rosquinha de vinho pra cair na rua.
Foram tantos momentos ao seu lado e tenho certeza que muitos ainda iram vir, coisas boas e coisas ruins, mas sempre estarei ao seu lado é só chamar, estarei te dando colo, fazendo uma careta qualquer pra você dar risada da minha cara, ou simplesmente pra te tirar do tédio. Vamos tirar fotos como divas e morrer de vergonha das pessoas passando.As coisas vão mudar, pessoas novas virão, mas não se esqueça de mim, eu sou ciumenta nega kkkkkkk Você será muito feliz, pois você merece tanto, vai casar com o boy magia e ter mini-dears que serão tão chatos como você (mentira).
Eu nunca fui a mais próxima, nem a melhor amiga, mas você é tão importante e especial pra mim que não consigo passar para palavras. Obrigada por todas as coisas que já passaram e por todas as coisas que virão. Feliz aniversário minha Dear, Cida, Cidica, Lulis, Lu, Luaninha, Cabrita, Marida, Nega, Preta, AMIGA! Feliz 18 anos :3
Eu te amo pra C*%*&#O <3333
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Olhar de esperança, sonho de mudança
Sou desse pedaço de chão, onde a simplicidade impera, onde o pó da estrada é mais alto que os carros, onde os sonhos possem limites, mas não existem limites de sonhos.
Aqui sou livre da pressão massiva das grandes metrópoles, aqui corro tranquila pelas ruas, vejo o crepúsculo todos os dias sem a interferência da poluição e coloco a cabeça no travesseiro sem o tropel, na calmaria, no meu silêncio.
O céu é negro quando eu olho para cima, quando eu olho para o poder, se ao menos eu pudesse mudar a cabeça das pessoas. Se ao menos eu pudesse, por um instante, parar com a azáfama das capitais e fazer com que todos olhem para cima, fazer com que todos queiram mudar, e assim, fazer com que as coisas evoluam, sem perder a simploriedade do olhar.
Não! Eu não desisto, eu tenho sede de conquista, sede de melhorias, sede de futuro. Lutarei, enfim, para alcançar a liberdade total.
A minha esperança me move, a minha esperança é plena e mesmo que seja em vão eu espero, espero pela mudança.
Aqui no meu pedaço de chão sou livre para sonhar.
Autora: Andressa Campos (@tubesdemorango) (eu mesma)
Aqui sou livre da pressão massiva das grandes metrópoles, aqui corro tranquila pelas ruas, vejo o crepúsculo todos os dias sem a interferência da poluição e coloco a cabeça no travesseiro sem o tropel, na calmaria, no meu silêncio.
O céu é negro quando eu olho para cima, quando eu olho para o poder, se ao menos eu pudesse mudar a cabeça das pessoas. Se ao menos eu pudesse, por um instante, parar com a azáfama das capitais e fazer com que todos olhem para cima, fazer com que todos queiram mudar, e assim, fazer com que as coisas evoluam, sem perder a simploriedade do olhar.
Não! Eu não desisto, eu tenho sede de conquista, sede de melhorias, sede de futuro. Lutarei, enfim, para alcançar a liberdade total.
A minha esperança me move, a minha esperança é plena e mesmo que seja em vão eu espero, espero pela mudança.
Aqui no meu pedaço de chão sou livre para sonhar.
Autora: Andressa Campos (@tubesdemorango) (eu mesma)
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Epidemia.
Angustia.
Minhas palavras secaram e aqui em mim o vazio permanece como vírus, se espalhando como epidemia. Não vejo razão para fazer o que sempre faço, a vida já não me atrai, é sem graça, sem sentido. É tão estranho estar “mal” sem motivo aparente. Talvez o motivo seja a vitima, meu mal sou eu mesma. Definitivamente estou cansada, quero fugir, correr, gritar, chorar, quero desaparecer. Mas não é por nada não, só estou cansada. Nem minha estrela cadente foi capaz de realizar meu desejo. Vou desacreditar da imaginação. Tenho que perder essa ingenuidade, esse acreditar em tudo, é isso que fode com meus pensamentos. Não estou mal por você ter mentido, mas sim estou com raiva de ter acreditado. Roí todas as unhas, agora a ponta dos meus dedos está em carne viva. Eu estou em carne viva. Sensível, dilacerada. Não faça pilhéria à meu respeito, seu moço. Posso te matar mentalmente. Mas vá pro diabo que te carregue, não me importo. Não me importo com nada mais. Sou uma mera espectadora da minha depressão, não faço nada, não tento doma-la, ensina-la, apenas a assisto me devastar.
AAAAAAAAAAAAAAAH Meus gritos mudos, suplicas caladas, vida inerte, silencio suicida.
Algo meu, antigas palavras, um eu que hoje não vejo, um eu que ainda bem não vejo.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Moradia
Eu tenho varias opções para viver, tantas experiencias, tanto pra crescer. Ah menina, mas você, você me faz pensar lá no futuro, nosso futuro e sinceramente não me sinto perdendo nada, nem deixando nada para trás, sou sua. É você, quem faz o coração bater mais rápido, assim como a respiração que sempre fica acelerada quando estamos juntas. É você que me faz dar o sorriso mais sincero de todos, é você que me faz sorrir. Ah pequena! Eu já nem sei como é viver sem você, eu não quero saber, eu morro sem você. Amor, não demorei muito pra perceber que de todas as opções você sempre será a melhor, sempre será a única, sempre será minha. Menina. Minha menina. Meu vicio, minha salvação, minha. Anjo. Meu anjo. O mundo amor!O mundo é só o mundo. Você é meu mundo. Mas amor, não se preocupe com o mundo de fora, em seus abraços só tenho olhos mim, em seus braços me acho. Em seus braços sou eu, nua e crua, de carne e sentimentos atordoados, de defeitos e sonhos, mulher e menina. Criança birrenta, carente, querendo atenção. Amor não me deixe, fica bem aqui ao meu lado, pra sempre. Vamos assistir o por do sol, quero me reconfortar no teu abraços e sentir a maior paz de todas, me sentir completa, me sentir completamente feliz. Vem pequena, eu vou te amar até o fim dos dias. Eu vou viver ao seu lado e vou te proteger no meu abraços assim como você me protege nos braços teus. Braços. Abraços. Morada. Lar. Paz. Felicidade. Nós. Amor
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Abismo.
As luzes me sufocavam na medida que eu ia seguindo o meu caminho. Eu me perdi na estrada e o caminho parecia cada vez pior. A gasolina estava acabando e acho que eu não iria conseguir terminar minha viagem, eu provavelmente ficaria na beira da rodovia esperando alguém para me salvar, alguém pra me levar dessa escuridão de lampadas fluorecentes. Parei em meio aos carros em movimento e observei o abismo logo ao lado do acostamento.
-Ar, é isso que eu preciso, só um pouco de ar - penso eu.
O abismo foi tão tentador que me arrisquei a olhar mais perto. A gasolina estava no final e meu carro não ia sair do lugar mesmo, nada ia sair do lugar, eu estava completamente inerte. O abismo. Vou pular. Vou respirar.
- Hey, olha aqui pra mim, segura a minha mão e nem ouse ir mais pra frente.
Eu nem tinha percebido, mas meus pés já estavam na beira do penhasco, quase caindo, indo, inerte. Eu não perderia nada se pegasse a mão do meu anjo. Fui, sem vacilar acho que algo dentro de mim não iria deixar que eu desistisse.
- Vamos, me leve pra onde posso respirar em segurança.
Me deitou no seu abraço e por lá fiquei. Acho que nunca tinha dado um suspiro de alivio e paz. Seu abraço se tornou minha moradia, meu refugio.
- Olha aqui no meu olho, é você!
E adormeci com a maior paz que pude encontrar em toda a vida.
sábado, 30 de junho de 2012
Sweet August, dear Cookies
Por tempos lembrava de Agosto com dor no peito, e escutar certas musicas não me faziam bem.
Hoje estou em paz, sabe, estou feliz. Eu te vejo sorrindo e isso de certa forma me faz bem, na verdade você me faz bem.
Fui percebendo aos poucos que o lado bom é bem maior que o ruim no nosso caso, pelo menos ao meu ver. Tudo acabou de forma estranha, mas estou bem, nem penso mais em Dezembro.
Houve um tempo que eu só queria te tirar da minha vida, te apagar e viver bem sem você, agora só lembro bem das risadas, dos abraços, das palavras, alias, as palavras vibram até hoje, e me sinto bem por ter te sentindo, por ainda te sentir. Bem, não te sinto do mesmo jeito que antes, mas te sinto sem dor.
Gosto de te ver sorrindo, de te ler, de te ouvir. Gosto de você!
Jamais poderei esquecer de Agosto, muito menos de você, se hoje sou um tanto forte, sei que você me ajudou e muito.
Cookies, sei que ando distante, até mesmo de mim, acredite, mas precisando de algo, se eu puder ajudar sempre estarei aqui.
Hoje estou em paz, sabe, estou feliz. Eu te vejo sorrindo e isso de certa forma me faz bem, na verdade você me faz bem.
Fui percebendo aos poucos que o lado bom é bem maior que o ruim no nosso caso, pelo menos ao meu ver. Tudo acabou de forma estranha, mas estou bem, nem penso mais em Dezembro.
Houve um tempo que eu só queria te tirar da minha vida, te apagar e viver bem sem você, agora só lembro bem das risadas, dos abraços, das palavras, alias, as palavras vibram até hoje, e me sinto bem por ter te sentindo, por ainda te sentir. Bem, não te sinto do mesmo jeito que antes, mas te sinto sem dor.
Gosto de te ver sorrindo, de te ler, de te ouvir. Gosto de você!
Jamais poderei esquecer de Agosto, muito menos de você, se hoje sou um tanto forte, sei que você me ajudou e muito.
Cookies, sei que ando distante, até mesmo de mim, acredite, mas precisando de algo, se eu puder ajudar sempre estarei aqui.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Retratação
Começo tentando achar um começo, aquele ponto inicial, mas sabe, eu não sei.
Eu nunca consegui fugir dos meus medos, alias, só tenho um, e esse só a morte me salva. Eu não conseguia pensar, eu não conseguia respirar, você não sabe quantos gritos eu deixei calado por falta de voz. Eu te procurava, eu sei que isso não é bem verdade, mas era como se você não tivesse tempo pra mim, não quis te aborrecer com os vômitos aqui de dentro, e em meio a minha maior recaída eu me vi sozinha. Talvez, mas só talvez, esse tenho sido o começo pra mim.
Me fechei pro mundo, me afastei, eu me isolei, porque na minha mente isso iria ajudar, mas eu me enganei, como todas as outras vezes, e lá estava eu, já não tinha você comigo. Tantos textos que fiz pra ti, e você nem vai conseguir ler, acho que você quer ler mais (riso). Eu estava me afogando, mas ninguém conseguia ver; sim eu sei, eu os afastei, ninguém iria me ver mesmo. É foi mais um erro pra coleção.
O sol brilhou forte e do horizonte surgiu uma bela moça, sentou-se ao meu lado e me abraçou. Nesse momento, penso eu, foi o momento em que eu me esqueci dos problemas, aqueles braços me confortavam, me acalmavam, e pode ser ilusão da minha parte, mas foi como se eu não tivesse medo.
Nunca fui tão mal interpretada.
Você fez o meu coração (que finalmente estava bem) se quebrar, dói, e eu sinto sua falta.
Escrevi, como em todas as outras vezes; não Dona, esse escrito não foi pra você, foi pro monstro que me perseguiu na infância, eu ando tenho um bocado de pesadelos com ele. Eu estou assustada.
Nunca quis te perder, mas perdi. E nunca, em hipótese alguma desejo nada além do seu bem. Você é muito mais do que "melhor amiga", você é a única que me conhece tão bem, você é minha irmã. E você sabe que te amo, e não importa o que aconteça, você sempre terá um lugar em mim.
Hoje o peito acordou latejando, hoje eu vou te esquecer, pois é assim que você quer, palavras suas. Não me entenda errado Dona, me desculpa...
Hoje paro de escrever.
Eu nunca quis que chegássemos à esse ponto, eu nunca quis que as coisas ficassem assim. Eu sei, eu mudei, mas em momento algum eu mudei em razão da menina que me acalenta, ela me dá forças. Talvez a culpa tenha sido minha, é, eu assumo e mais uma vez, desculpe-me.
PS: Seje feliz, você, mais do que ninguém, merece.
Eu nunca consegui fugir dos meus medos, alias, só tenho um, e esse só a morte me salva. Eu não conseguia pensar, eu não conseguia respirar, você não sabe quantos gritos eu deixei calado por falta de voz. Eu te procurava, eu sei que isso não é bem verdade, mas era como se você não tivesse tempo pra mim, não quis te aborrecer com os vômitos aqui de dentro, e em meio a minha maior recaída eu me vi sozinha. Talvez, mas só talvez, esse tenho sido o começo pra mim.
Me fechei pro mundo, me afastei, eu me isolei, porque na minha mente isso iria ajudar, mas eu me enganei, como todas as outras vezes, e lá estava eu, já não tinha você comigo. Tantos textos que fiz pra ti, e você nem vai conseguir ler, acho que você quer ler mais (riso). Eu estava me afogando, mas ninguém conseguia ver; sim eu sei, eu os afastei, ninguém iria me ver mesmo. É foi mais um erro pra coleção.
O sol brilhou forte e do horizonte surgiu uma bela moça, sentou-se ao meu lado e me abraçou. Nesse momento, penso eu, foi o momento em que eu me esqueci dos problemas, aqueles braços me confortavam, me acalmavam, e pode ser ilusão da minha parte, mas foi como se eu não tivesse medo.
Nunca fui tão mal interpretada.
Você fez o meu coração (que finalmente estava bem) se quebrar, dói, e eu sinto sua falta.
Escrevi, como em todas as outras vezes; não Dona, esse escrito não foi pra você, foi pro monstro que me perseguiu na infância, eu ando tenho um bocado de pesadelos com ele. Eu estou assustada.
Nunca quis te perder, mas perdi. E nunca, em hipótese alguma desejo nada além do seu bem. Você é muito mais do que "melhor amiga", você é a única que me conhece tão bem, você é minha irmã. E você sabe que te amo, e não importa o que aconteça, você sempre terá um lugar em mim.
Hoje o peito acordou latejando, hoje eu vou te esquecer, pois é assim que você quer, palavras suas. Não me entenda errado Dona, me desculpa...
Hoje paro de escrever.
Eu nunca quis que chegássemos à esse ponto, eu nunca quis que as coisas ficassem assim. Eu sei, eu mudei, mas em momento algum eu mudei em razão da menina que me acalenta, ela me dá forças. Talvez a culpa tenha sido minha, é, eu assumo e mais uma vez, desculpe-me.
PS: Seje feliz, você, mais do que ninguém, merece.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Meu sentir, minha pequena garotinha.
Eu senti sua respiração vibrar na minha nuca, a noite lá fora parecia uma guerra, mas teus braços -quentes- me protegiam, eu estava em casa, fiz dos teus abraços a minha moradia.
Pela manhã, seus olhos fitavam os meus com tal intensidade que pude me perder em você. E os sorrisos teus minha dona? Me iluminaram mais do que o sol que ardia na calçada.
Eu quis voltar correndo para os teus braços no mesmo momento em que eu parti, e agora o peito fica apertado demais de olhar pro lado e ver a cama vazia.
Parece que o tempo resolveu passar o mais lento possível, só para ver meu peito arder de saudades.
Então vem pro meu lado e fica, pra sempre. Não me solte, me beija e faça o meu coração sair pela boca de tanto bater.
É você!
PS: Os seus sorrisos são a razão do meus. Eu te amo.
Pela manhã, seus olhos fitavam os meus com tal intensidade que pude me perder em você. E os sorrisos teus minha dona? Me iluminaram mais do que o sol que ardia na calçada.
Eu quis voltar correndo para os teus braços no mesmo momento em que eu parti, e agora o peito fica apertado demais de olhar pro lado e ver a cama vazia.
Parece que o tempo resolveu passar o mais lento possível, só para ver meu peito arder de saudades.
Então vem pro meu lado e fica, pra sempre. Não me solte, me beija e faça o meu coração sair pela boca de tanto bater.
É você!
PS: Os seus sorrisos são a razão do meus. Eu te amo.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Me afastei de tudo, fechei os olhos e prendi a respiração, só por um segundo eu senti que estava conseguindo fugir. Se soubessem dos meus motivos ririam de mim, assim como eu, se soubessem não entenderiam. Tenho medo, mas não é medo das coisas externas, eu sinto medo de mim, dessa minha mente, tenho medo do que eu posso ser capaz de fazer.
Me afastei por medo de machucar quem eu amo.
Vou me isolar em meio à minha loucura.
Me afastei por medo de machucar quem eu amo.
Vou me isolar em meio à minha loucura.
domingo, 6 de maio de 2012
Esquizofrenia
- O branco. Mais branco. Branco. A claridade me sufoca.
Ela se revirava na cama, se revirava no chão, esmurrava as portas. Fazia meses que havia sido esquecida, nenhuma visita, nem mosquitos vagavam mais dentro do seu quarto. Branco. Vazio. Claro.
Ouvia passos no corredor, portas abrindo, pessoas gritando, chorando, morrendo. A porta de seu quarto foi aberta, depois de longas semanas.
- Demorou para me achar.
- Pensei que você não queria ser achada.
Ele não era tão mais alto que ela, cabelos encaracolados, moreno, barba por fazer. Tinha um cheiro cítrico, uma cara criança assustada, um desejo de estar ali, mas sem saber o que fazer.
- Por um momento, meu amor, cheguei a acreditar que não queria me encontrar.
Ele encarava o chão por longos momentos, fitava o quarto, a janela, as unhas compridas da bela jovem de pele translucida, observou tudo, menos os olhos da mesma. Ela no entando, se deliciava com a coragem e o pavor do rapaz, que agora parecia mais perdido do que nunca.
- Jamais, moça minha, estou sempre à te procurar. - Tossiu algumas vezes, com um misto de insegurança e desconforto.
O quarto cheirava podridão, no canto, comidas estragas que nem foram tocadas, do outro canto a porta do banheiro, que dava acesso apenas para um vaso sanitário. A vida que ali habitava, não tinha ânsia de viver. Ali, não havia vida.
- Moço, parece um tanto desconfortavél. - Sua risada era alto e irritante - Sabe, eu tenho escrito um bocado, escrito na minha melhor forma.
- Me deixa ler?!
- Me leia
Ela delicadamente se levantou e com um movimento mais sutil ainda, foi retirando a camisola que deveria ser branca, mas no momento possuía um tom sujeira.
- Mas o que voc... AAAH!!!
Enquanto se despia, o corpo revelava marcas, palavras para ser mais exata. Os seios ficaram amostra, os textos misturados cintilavam.
- Ah! Esses humanos, fracos, animais, não conseguem ver a verdade sem fugir. Eu que sei o que é ser feliz. Eu sou a felicidade.
Ela dançava com um sorriso maniaco no rosto. Se sentou, começou a chorar. Os gritos retornaram.
- A claridade me sufoca. O branco. Branco. Arranquem meus olhos. Me arranquem daqui.
Do outro lado do Sanatório
- Doutor! A paciente do quarto 8 da ala C, acabou de ter um surto. Ela tentou arrancar os olhos, e seu corpo está cheio de marcar.
- Repita o procedimento rotineiro.
- Ok, doutor.
Na outra semana.
- Pai?! Papai, me leva para tomar um sorvete?
- Claro filha, vai querer de creme ou chocolate? Ja venho te buscar.
- Vou leva-lá para tomar sorvete.
- Tem certeza doutor? Ela teve um surto recente? Não é muito arriscado?
- Hoje, minha menina acordou com vontade de viver. 2 horas longe dessa loucura toda não irá lhe fazer mal, e eu carrego sempre sua medicação comigo.
De volta ao quarto
- Filha, vamos, hoje é dia de viv...
Parou.
Sua camisola presa nas barras da janela, envolviam o seu pescoço. Um corpo sem vida, no quarto da loucura.
Ela se revirava na cama, se revirava no chão, esmurrava as portas. Fazia meses que havia sido esquecida, nenhuma visita, nem mosquitos vagavam mais dentro do seu quarto. Branco. Vazio. Claro.
Ouvia passos no corredor, portas abrindo, pessoas gritando, chorando, morrendo. A porta de seu quarto foi aberta, depois de longas semanas.
- Demorou para me achar.
- Pensei que você não queria ser achada.
Ele não era tão mais alto que ela, cabelos encaracolados, moreno, barba por fazer. Tinha um cheiro cítrico, uma cara criança assustada, um desejo de estar ali, mas sem saber o que fazer.
- Por um momento, meu amor, cheguei a acreditar que não queria me encontrar.
Ele encarava o chão por longos momentos, fitava o quarto, a janela, as unhas compridas da bela jovem de pele translucida, observou tudo, menos os olhos da mesma. Ela no entando, se deliciava com a coragem e o pavor do rapaz, que agora parecia mais perdido do que nunca.
- Jamais, moça minha, estou sempre à te procurar. - Tossiu algumas vezes, com um misto de insegurança e desconforto.
O quarto cheirava podridão, no canto, comidas estragas que nem foram tocadas, do outro canto a porta do banheiro, que dava acesso apenas para um vaso sanitário. A vida que ali habitava, não tinha ânsia de viver. Ali, não havia vida.
- Moço, parece um tanto desconfortavél. - Sua risada era alto e irritante - Sabe, eu tenho escrito um bocado, escrito na minha melhor forma.
- Me deixa ler?!
- Me leia
Ela delicadamente se levantou e com um movimento mais sutil ainda, foi retirando a camisola que deveria ser branca, mas no momento possuía um tom sujeira.
- Mas o que voc... AAAH!!!
Enquanto se despia, o corpo revelava marcas, palavras para ser mais exata. Os seios ficaram amostra, os textos misturados cintilavam.
- Ah! Esses humanos, fracos, animais, não conseguem ver a verdade sem fugir. Eu que sei o que é ser feliz. Eu sou a felicidade.
Ela dançava com um sorriso maniaco no rosto. Se sentou, começou a chorar. Os gritos retornaram.
- A claridade me sufoca. O branco. Branco. Arranquem meus olhos. Me arranquem daqui.
Do outro lado do Sanatório
- Doutor! A paciente do quarto 8 da ala C, acabou de ter um surto. Ela tentou arrancar os olhos, e seu corpo está cheio de marcar.
- Repita o procedimento rotineiro.
- Ok, doutor.
Na outra semana.
- Pai?! Papai, me leva para tomar um sorvete?
- Claro filha, vai querer de creme ou chocolate? Ja venho te buscar.
- Vou leva-lá para tomar sorvete.
- Tem certeza doutor? Ela teve um surto recente? Não é muito arriscado?
- Hoje, minha menina acordou com vontade de viver. 2 horas longe dessa loucura toda não irá lhe fazer mal, e eu carrego sempre sua medicação comigo.
De volta ao quarto
- Filha, vamos, hoje é dia de viv...
Parou.
Sua camisola presa nas barras da janela, envolviam o seu pescoço. Um corpo sem vida, no quarto da loucura.
domingo, 29 de abril de 2012
Eu sou uma criança. Não gosto de ser ignorada, nunca sei onde eu errei, ou finjo que não sei. É tudo tão complicado, eu sou tão pequena.
Já estou me cansando dos meus dramas, já estou me cansando de mim, já me cansei.
Eu não sei o que acontece de errado comigo.
Não consigo escrever, as palavras me fogem, me fodem.
CRIANÇA, ISSO É PROBLEMA DE CABEÇA.
Já estou me cansando dos meus dramas, já estou me cansando de mim, já me cansei.
Eu não sei o que acontece de errado comigo.
Não consigo escrever, as palavras me fogem, me fodem.
CRIANÇA, ISSO É PROBLEMA DE CABEÇA.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
tropél
Os sonhos. Esses sonhos. Meus Sonhos.
Estou parada, mas tudo se move ao meu redor. A musica, as pessoas, eu. É tudo novo, é tudo antigo. Meus sonhos, meu eu.
As vozes. Essas vozes. Meus gritos.
Eu sou apenas uma criança sem rumo algum, eu só queria poder querer, poder ter, só queria sonhar.
Hoje me senti perturbada, acho que os remédios não fizeram efeito. NOSSA! Esqueci completamente dos remédios. Me esqueci completamente de ti. Me esqueci completamente de tudo. Me senti bem em meio à perturbação. Não BEM, mas bem, ou melhor, me senti sentindo, e isso é bom, ou talvez não, deixa quieto.
ESSAS VOZES! AS VOZES! MEUS GRITOS!
Me sufocam!
Faça silencio! Quero me ausentar do mundo.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Eu lembro dela todas as vezes que olhos no espelho, me lembro toda manhã, quando acordo, e todas as noites de insônia. Me lembro dela, quando ela não era ela mesma, me lembro de quando ela sorria, de quando ela sentia, do que ela sentia. Me lembro todas as vezes que fecho os olhos e respiro. Não lembro quem ela era. Hoje não me conheço.
sábado, 21 de abril de 2012
Eu já não sei pra onde vou. Nem sei se quero ir. Eu queria apenas terminar o quebra-cabeças, deixar tudo em paz, deixar tudo bem. Eu sinto tanto. Eu quero tanto. Já nem sei o que eu quero. Esqueci o que me faz feliz. Você me faz feliz, ela me faz feliz, ele me faz feliz. São tantas coisas dentro de mim. Queria que as coisas não se complicassem em mim. Eu não sei o que decidir. Mas se quer saber, ainda te quero, não sei de qual jeito, mas te quero e sempre vou querer. É só que, eu quero tanto. Não tenho nada.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Eu vou pelas beiradas e quando vejo já estou afundando. Eu vou me apegando à coisas imaginarias, que é pra que eu não afunde de vez. Talvez eu devesse me deixar levar, mas eu não sei nadar, e não tenho forças para emergir. Talvez eu devesse mesmo é me jogar para aprender a nadar, mas sou fraca; tenho medo, é que o fundo é tão escuro, tão sem vida, tão só, só tristeza. Eu não sei ser feliz. Um dia eu me jogo da ponte.
"Eu sou apenas qualquer coisa sem nome encolhido em cima da cama assistindo minha tristeza valsar."
"Eu sou apenas qualquer coisa sem nome encolhido em cima da cama assistindo minha tristeza valsar."
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Hey! Moço, I miss U...
Estou sentindo falta de mim, ou do que era, ou do que eu nunca fui, não sei, acho que estou sentindo falta de ter algo pra sentir falta, alguma certeza, alguma duvida. É chato estar vazia, mas mais chato é não saber o que te completa.
Ah, quer saber? Que se dane, agora eu vou te escrever, mais uma vez, mas tu não vai ler, faz parte da minha covardia. Te escrever me deixa menos falha, menos vazia, mais eu.
Eu te queria, pelo menos um momento essa noite, e em todas as outras madrugadas. Eu te queria, de qualquer jeito, em qualquer posição, em qualquer lado da cama, no chão, na mesa de jantar, no sofá, no banheiro, te queria até na varanda, com as pessoas passando na rua.
Mas o fato é que: Eu nunca tive você, nunca te pertenci e nunca senti seus lábios se perdendo na minha barriga. Eu quero que fiquei, até o sol nascer, para fazer-te um café e descobrir como as manhãs podem ser perfeitas.
Sabe moço, ultimamente eu tenho sonhado com você. Eu sinto falta mesmo é de te escutar falar, de te observar, e acompanhar cada movimento seu com olhares ingênuos. Te quero aqui, selvagem e humano, homem e menino.
Sinto mesmo é a falta tua.
Ah, quer saber? Que se dane, agora eu vou te escrever, mais uma vez, mas tu não vai ler, faz parte da minha covardia. Te escrever me deixa menos falha, menos vazia, mais eu.
Eu te queria, pelo menos um momento essa noite, e em todas as outras madrugadas. Eu te queria, de qualquer jeito, em qualquer posição, em qualquer lado da cama, no chão, na mesa de jantar, no sofá, no banheiro, te queria até na varanda, com as pessoas passando na rua.
Mas o fato é que: Eu nunca tive você, nunca te pertenci e nunca senti seus lábios se perdendo na minha barriga. Eu quero que fiquei, até o sol nascer, para fazer-te um café e descobrir como as manhãs podem ser perfeitas.
Sabe moço, ultimamente eu tenho sonhado com você. Eu sinto falta mesmo é de te escutar falar, de te observar, e acompanhar cada movimento seu com olhares ingênuos. Te quero aqui, selvagem e humano, homem e menino.
Sinto mesmo é a falta tua.
sábado, 7 de abril de 2012
Lucas
Eu te amo, e não me importo com nada que me falem sobre ti, eu te amo. As vezes as coisas não estão legais, o clima não favorece, eu me encontro perdida e é você que me ajuda a voltar pra casa, ou então, fugir das tormentas. Tem dias que eu me encaixo, nem com você, e é nesses dias que eu tenho certeza que o Quebra-cabeça não é completo sem você. Eu te amo, por ouvir meus lamentos, por falar tanto de coisas do mundo, que me faz esquecer dos pensamentos. Eu lembro das noites que chorei no seu colo, da noite que fugi da festa e parei na porta da sua casa sem saber como andar. Eu te amo, meu menino, e sempre vai ser assim. Nada pode nos separar, nós somos mais forte que tudo (e todos).
Eu te amo.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Parece que não me encaixo, eu definitivamente não faço parte disso tudo. AS conversas, as pessoas, as situações, é como se fosse outro eu vivendo. Já não sei, as coisas estão se tornando difíceis ultimamente e não tenho desejo de me arrumar. Não vou me arrumar por vocês; acostumem-se com as manchas de café na minha camiseta de dormir. Eu preciso me acostumar à viver com elas, já que não pretendo lava-lás.
Hoje parece um desses dias que não deveriam começar.
Hoje parece um desses dias que não deveriam começar.
domingo, 25 de março de 2012
Você parecia ser tão inocente, mas é isso que cafajestes são, né? Falsos!
Sabe moço, eu me sinto uma idiota, é, talvez eu seja, mas não importa, você não me importa, seus pensamentos e suas atitudes são insignificantes. Me dói, de faz ficar com raiva, me faz chorar, gritar e esmurrar o travesseiro, mas não é por você, sou eu. A minha raiva, a minha dor, meu gritar, é por mim, por ter me deixado levar por palavras que pareciam sinceras, e se eu me importar, eu me importarei comigo e não com você.
domingo, 18 de março de 2012
Foi-se, em meio à palavras falsas e promessas da boca pra fora. Foi-se com cara de que não volta mais.
Talvez seja melhor assim, partir enquanto ainda não ficou, enquanto ainda não se decidiu em relação à habitação.
E eu? Nem sofro... Já me acostumei a ficar sozinha e assim é até melhor.
Quando quiser voltar, volte! Estarei sentada na poltrona em frente à janela, observando o movimento do dia, mas, caso não queira voltar, fique ai, na outa que te pariu.
Talvez seja melhor assim, partir enquanto ainda não ficou, enquanto ainda não se decidiu em relação à habitação.
E eu? Nem sofro... Já me acostumei a ficar sozinha e assim é até melhor.
Quando quiser voltar, volte! Estarei sentada na poltrona em frente à janela, observando o movimento do dia, mas, caso não queira voltar, fique ai, na outa que te pariu.
sábado, 17 de março de 2012
Meu
Naquele momento você era meu, só e inteiramente meu. Eu sentia, enquanto você me segurava pela cintura, enquanto sua mão se perdia pelo meu corpo, enquanto eu era sua, você era meu.
Não adianta, por mais que eu tente não me apegar à você, eu me apego. Eu não crio espectativas, não cultivo tantos sentimentos, mas talvez com você possa valer à pena.
Os dias estão sendo tão bons contigo, assim mesmo, sem compromisso, sem pressa, sem planejamento. Eu gosto mesmo é de coisas sem pretensão alguma, de algo que deu certo ao acaso, de alguém que apareceu do nada. Eu gosto mesmo é de você, da sua risada, do seu beijo, desse seu cheiro que parece não sair de mim, do seu olhar. Eu gosto quando sua mão faz vez de criança e bagunça meu cabelo, ou quando ela percorre minha costas como se fosse um mapa à ser entendido.
Gosto mesmo é de você, e mesmo que talvez não seja sua intenção, sou sua. Só e inteiramente sua.
Não adianta, por mais que eu tente não me apegar à você, eu me apego. Eu não crio espectativas, não cultivo tantos sentimentos, mas talvez com você possa valer à pena.
Os dias estão sendo tão bons contigo, assim mesmo, sem compromisso, sem pressa, sem planejamento. Eu gosto mesmo é de coisas sem pretensão alguma, de algo que deu certo ao acaso, de alguém que apareceu do nada. Eu gosto mesmo é de você, da sua risada, do seu beijo, desse seu cheiro que parece não sair de mim, do seu olhar. Eu gosto quando sua mão faz vez de criança e bagunça meu cabelo, ou quando ela percorre minha costas como se fosse um mapa à ser entendido.
Gosto mesmo é de você, e mesmo que talvez não seja sua intenção, sou sua. Só e inteiramente sua.
sábado, 10 de março de 2012
Liquefação
- Você está feliz?
Ele me encarava, enquanto mexia em meus cabelos. Calei-me, fitei o céu, o chão, o cachorro que estava deitado no meio da rua, olhei para todos os lados, menos para os olhos que me encaravam. Demorei pra responder, não sabia o que falar, não sabia o que estava se passando em mim. Como poderia responder que sim, sem saber o que eu estava sentindo?
- Diga-me você. - respondi, na tentativa de tirar o foco de mim.
- Está mais do que estampado na minha cara que eu estou. - Ele me disse, sem vacilar, e continuou me fitando, esperando por uma resposta.
- Estou. - Eu, enfim respondi; com a voz tremula, quase que me entregando.
Ele me olhou com uma expressão de que sabia que não era uma total verdade. Roubou-me um beijo, logo em seguida me deu um beijo de leve na testa.
- Você precisa entrar, está frio aqui fora e já é tarde. Se cuida minha linda.
Sabe, moço, eu estou em um periodo de liquefação dos sentimentos, em um periodo de não sentir, e assim está bom. Mas se quer realmente saber a verdade...
Eu acho que me esqueci de como é ser feliz. Estou tranquila, mas estou vazia, estou fria. Nem triste, nem feliz. Estou, apenas.
Vou te mostrar meu lado menos sombrio, meu lado mais menina, meu lado bom. Saiba como cuida de tudo que eu vou te mostrar. Não queira fazer do meu coração algo descartável. Posso ser mulher, posso ser fria, mas meus sentimentos existem, e são tortos, desastrados, como de uma criança. Posso ser um pouco infantil, mas não sou idiota.
Vem e cala meus gritos de medo e negação. Cala-me com um beijo. Não com um beijo simples, nem com um beijo na boca. Cala-me com um beijo na alma.
Meu sorriso foi sincero...
Ele me encarava, enquanto mexia em meus cabelos. Calei-me, fitei o céu, o chão, o cachorro que estava deitado no meio da rua, olhei para todos os lados, menos para os olhos que me encaravam. Demorei pra responder, não sabia o que falar, não sabia o que estava se passando em mim. Como poderia responder que sim, sem saber o que eu estava sentindo?
- Diga-me você. - respondi, na tentativa de tirar o foco de mim.
- Está mais do que estampado na minha cara que eu estou. - Ele me disse, sem vacilar, e continuou me fitando, esperando por uma resposta.
- Estou. - Eu, enfim respondi; com a voz tremula, quase que me entregando.
Ele me olhou com uma expressão de que sabia que não era uma total verdade. Roubou-me um beijo, logo em seguida me deu um beijo de leve na testa.
- Você precisa entrar, está frio aqui fora e já é tarde. Se cuida minha linda.
Sabe, moço, eu estou em um periodo de liquefação dos sentimentos, em um periodo de não sentir, e assim está bom. Mas se quer realmente saber a verdade...
Eu acho que me esqueci de como é ser feliz. Estou tranquila, mas estou vazia, estou fria. Nem triste, nem feliz. Estou, apenas.
Vou te mostrar meu lado menos sombrio, meu lado mais menina, meu lado bom. Saiba como cuida de tudo que eu vou te mostrar. Não queira fazer do meu coração algo descartável. Posso ser mulher, posso ser fria, mas meus sentimentos existem, e são tortos, desastrados, como de uma criança. Posso ser um pouco infantil, mas não sou idiota.
Vem e cala meus gritos de medo e negação. Cala-me com um beijo. Não com um beijo simples, nem com um beijo na boca. Cala-me com um beijo na alma.
Meu sorriso foi sincero...
terça-feira, 6 de março de 2012
Sai com um cara certa vez. Ele era lindo, loiro, olhos verdes, estatura baixa, barba rala, como eu disse, lindo; mas era apenas isso, apenas um rosto lindo, não me dizia nada, não me entendia, não me trouxe nada. Eu nunca fui muito ligada em aparências, mas dessa vez eu resolvi ir enfrente, não faria mal algum. Ele tinha um sorriso meigo, mas mesmo assim não me trazia nada. Andamos pelo parque durante uma pequena chuva de verão, e cometi o maior erro de todos, pensei em você. Merda! Desculpe-me pelo linguajar, mas foi uma merda mesmo, e mais do que pensei, eu desejei que fosse você do meu lado ao invés dele. Mas por favor moço, não me entenda errado, só te desejei nesse momento por pura vontade de me encontrar, de entender o porquê insisti no silêncio.
Você me conhece apenas com um olhar, não sei como, mas me conhece como nenhum outro.
E é esse o motivo de te querer por perto, para que você possa me contar os segredos que descobriu sobre mim, e que me ensine a lidar comigo mesma.
Você me conhece apenas com um olhar, não sei como, mas me conhece como nenhum outro.
E é esse o motivo de te querer por perto, para que você possa me contar os segredos que descobriu sobre mim, e que me ensine a lidar comigo mesma.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Moço bonito
Meu coração anda apertado, entristeceu, o céu está escuro e me parece que por ai vem chuva.
Eu tenho essa preocupação em mim, preocupação de mãe. Queria cuidar de ti, te proteger, mas na verdade nem sei se você precisa de proteção. Eu só sinto, e isso é algo estranho, já me interpretei errado diversas vezes, mas dessa vez eu sinto que eu poderia fazer algo, por menor que fosse, por isso me coloco a escrever. Essa angustia anda me asfixiando, eu não encontro o motivo. Pensei em te ligar, ouvir tua voz cansada, nem que por apenas um segundo, só pra saber que está tudo bem com você.
Eu sei que as coisas não andam bem, sei também que eu não preciso me preocupar, mas você sabe como eu sou, eu me preocupo. Pensei em ir te visitar, sentar do lado teu e te observar respirar.
Eu sou estranha, e não me entenda errado, eu só queria cuidar de você, te manter perto e te manter seguro. É que eu preciso saber da sua existência, e não é por nada não, eu preciso da sua tranquilidade.
Não se assuste com minhas palavras, apenas dê noticias de vez em quando, e se cuida já que eu não o farei.
Roí minhas unhas, o café esfriou, chove forte agora.
Eu tenho essa preocupação em mim, preocupação de mãe. Queria cuidar de ti, te proteger, mas na verdade nem sei se você precisa de proteção. Eu só sinto, e isso é algo estranho, já me interpretei errado diversas vezes, mas dessa vez eu sinto que eu poderia fazer algo, por menor que fosse, por isso me coloco a escrever. Essa angustia anda me asfixiando, eu não encontro o motivo. Pensei em te ligar, ouvir tua voz cansada, nem que por apenas um segundo, só pra saber que está tudo bem com você.
Eu sei que as coisas não andam bem, sei também que eu não preciso me preocupar, mas você sabe como eu sou, eu me preocupo. Pensei em ir te visitar, sentar do lado teu e te observar respirar.
Eu sou estranha, e não me entenda errado, eu só queria cuidar de você, te manter perto e te manter seguro. É que eu preciso saber da sua existência, e não é por nada não, eu preciso da sua tranquilidade.
Não se assuste com minhas palavras, apenas dê noticias de vez em quando, e se cuida já que eu não o farei.
Roí minhas unhas, o café esfriou, chove forte agora.
Os dois olhavam em direção ao nada. Ele com sono e ela com vontade de conversar. Ela o espiou pelo canto do olho,e se espantou ao ver dois olhos castanhos a fitando com precisão. Ficaram se encarando durante alguns segundos, até que ela desviou o olhar e irrompeu o silêncio:
-- Sabe, eu não consigo sustentar um olhar por longo tempo. Devo ter um problema com isso.
-- Deve ser mesmo.
Continuaram a fitar o nada, trocaram alguns olhares. O silêncio foi bem mais significativo do que as palavras.
-- Sabe, eu não consigo sustentar um olhar por longo tempo. Devo ter um problema com isso.
-- Deve ser mesmo.
Continuaram a fitar o nada, trocaram alguns olhares. O silêncio foi bem mais significativo do que as palavras.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Meu jeito de gostar é torto. Não é desses que tanto falam, nem de longe. Meu gostar vem munido de querer, mas não de querer beijar, agarrar, namorar e fazer loucuras por alguém, meu querer é mais além, é um abraço no crepúsculo, um olhar significativo pela manha, um silencio na calada da noite. Meu gostar é torto, é querer a companhia, querer beijar o timbre vocal da pessoa. Meu gostar é sutil, é inocente, é infantil. Ah rapaz, nem tente entender, meu gostar é torto.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Às vezes era pra te desenhar sorrindo em câmera lenta. Puta merda. E do fundo dos meus olhos, desculpa se eu olho assim, mas eu só olho. Gosto de ver, me faz sentir estando, me faz perto, é minha maneira de me rabiscar do lado. Então finge que não está me vendo ver. O que te dá forma são os instantes e algo que não podes saber que é você, pois saber-se de si é desconhecer-se. Mas o contorno, dona menina, é livre e exato, desenhado sob medida pra habitar a borda do olhar. Como parecem felizes os livros quando sentam ao teu lado.
-PrivacidadeAutor: Felippe Regazio ( @WithCaffeine )
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
As pessoas correm sem lugar algum para ir, de um lado para o outro sem alguma pretensão. Talvez estejam tentando expulsar a angustia de dentro deles. Não sei, eu só queria ficar assim, parada, inerte, analisando. O silencio e a solidão são meus eternos companheiros, e não reclamo, o que tiver de ser meu será.
E se eu te confessar que mesmo por um segundo eu penso em ti quando eu me deito. E as horas parecem eternidades agora. Os dias, as pessoas, as situações, tudo tem se tornado tão passado que eu estou começando a enlouquecer.
E se eu te confessar que não me canso de repetir o quanto és lindo e o quanto eu queria poder entrelaçar meus dedos por todo eu seu cabelo bagunçado.
E se você soubesse que eu me escondo pretendendo que você me ache, me procure, que me queira por perto. E que sou tão tímida, envergonhada, que fujo dos teus olhares.
Teus lábios são tão atraentes, não pelo fato que eu queira beija-los, toca-los, acaricia-los, mordisca-los, mas sim pelo contorno de tuas palavras.
Tudo em ti me parece tão lindo, que por mim eu ficaria aqui te assistindo viver.
E se você soubesse do que eu sinto as coisas seriam tão diferentes que é por isso que eu continuo aqui, calada, fechada, apenas observando teu caminhar. Tua presença já me basta. E para falar a verdade, nem eu mesma sei o que eu sinto.
E se eu te confessar que não me canso de repetir o quanto és lindo e o quanto eu queria poder entrelaçar meus dedos por todo eu seu cabelo bagunçado.
E se você soubesse que eu me escondo pretendendo que você me ache, me procure, que me queira por perto. E que sou tão tímida, envergonhada, que fujo dos teus olhares.
Teus lábios são tão atraentes, não pelo fato que eu queira beija-los, toca-los, acaricia-los, mordisca-los, mas sim pelo contorno de tuas palavras.
Tudo em ti me parece tão lindo, que por mim eu ficaria aqui te assistindo viver.
E se você soubesse do que eu sinto as coisas seriam tão diferentes que é por isso que eu continuo aqui, calada, fechada, apenas observando teu caminhar. Tua presença já me basta. E para falar a verdade, nem eu mesma sei o que eu sinto.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Infinito particular de teus olhos
Se eu pudesse eu parava o tempo, só pra ficar ao seu lado, quietinha, apenas observando. Enquanto você permanece ai deitado, entre seus devaneios, meus olhos lambem tua pele, lê teus contornos e te absorve em mim.
E o que eu sinto? Ah, eu não faço a minima ideia, e na verdade não importa; só sei que tua companhia me é bem vinda à todo momento. Você me faz tão bem, mesmo quando não trocamos uma palavra sequer.
E se eu te confessar que em todas as vezes que nos entreolhamos eu desvio o olhar por pura covardia de sustentar seu mundo, por medo de te olhar mais à fundo e me perder no teu ser. E eu te olho, nossa como eu te olho, mas é só para te guardar em mim. É tão lindo que me faz perder o folego, e esse sorriso? Um misto de timidez com tranquilidade; ah, eu poderia habitar nesses seus sorrisos. Eu poderia me sentar ao seu lado e observar o dia virando noite, sem pretensão alguma, sentindo essa tranquilidade toda que passa de ti pra mim. Eu poderia viver nesses segundos em que te observo, não seria nem um pouco cansativo, apenas seria trabalhoso fazer meus olhos se desgrudarem quando eu tiver que voltar pra casa.
E o que eu sinto? Ah, eu não faço a minima ideia, e na verdade não importa; só sei que tua companhia me é bem vinda à todo momento. Você me faz tão bem, mesmo quando não trocamos uma palavra sequer.
E se eu te confessar que em todas as vezes que nos entreolhamos eu desvio o olhar por pura covardia de sustentar seu mundo, por medo de te olhar mais à fundo e me perder no teu ser. E eu te olho, nossa como eu te olho, mas é só para te guardar em mim. É tão lindo que me faz perder o folego, e esse sorriso? Um misto de timidez com tranquilidade; ah, eu poderia habitar nesses seus sorrisos. Eu poderia me sentar ao seu lado e observar o dia virando noite, sem pretensão alguma, sentindo essa tranquilidade toda que passa de ti pra mim. Eu poderia viver nesses segundos em que te observo, não seria nem um pouco cansativo, apenas seria trabalhoso fazer meus olhos se desgrudarem quando eu tiver que voltar pra casa.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ela olhava para todos os lados, atordoada, já não sabia o que fazer, não conseguia esperar. O barulho das sirenes era acelerado, tinha pressa. Ele talvez não consiga voltar.
Ninguém naquela sala ousou dizer alguma coisa, uma senhora, pequena e de cabelos grisalhos estava sentada, aflita e chorando. Cadê meu marido – gritava ela – eu preciso saber se ele está bem. Ninguém a olhava, ninguém dava-lhe respostas, mas ela sentia, fitou-me ou longe.
Ele não volta não é mesmo? - disse a velha com os olhos cheios d'água.
Encarei o chão, procurando algo que eu pudesse falar, algo pra fazer mas nada me ocorreu.
Ele volta, talvez demore um pouco, mas ele volta.
Ela deu alguns passos em minha direção, me abraçou como alguém que abraça um poste em meio a tempestade.
Obrigado por me dar uma resposta pequena.
E ela sorriu, se ele partisse ela não iria precisar esperar por ele, os dois caminharão juntos.
Ninguém naquela sala ousou dizer alguma coisa, uma senhora, pequena e de cabelos grisalhos estava sentada, aflita e chorando. Cadê meu marido – gritava ela – eu preciso saber se ele está bem. Ninguém a olhava, ninguém dava-lhe respostas, mas ela sentia, fitou-me ou longe.
Ele não volta não é mesmo? - disse a velha com os olhos cheios d'água.
Encarei o chão, procurando algo que eu pudesse falar, algo pra fazer mas nada me ocorreu.
Ele volta, talvez demore um pouco, mas ele volta.
Ela deu alguns passos em minha direção, me abraçou como alguém que abraça um poste em meio a tempestade.
Obrigado por me dar uma resposta pequena.
E ela sorriu, se ele partisse ela não iria precisar esperar por ele, os dois caminharão juntos.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Tarde de Janeiro
Andava pelas ruas rapidamente, de cabeça baixa seguia. Ninguém a conhecia e por vezes nem ela mesma. Andava sem olhar para os lados, não tinha pressa em chegar a lugar algum, apenas queria fugir dos olhares interrogativos. Não queria dar respostas, na verdade, ela não sabia as respostas então evitava ao máximo as questões.
Foi um dia como os outros, musica alta, olhar fixo no nada, entre devaneios, mas algo incomum chamou sua atenção. Era um pouco mais baixo que ela, apenas alguns centímetros, barba falha, olhos de um castanho escuro que a fez se perder nos pensamentos.
Quem é? O que fez comigo? Perguntas frequentes agora em sua mente solitária. E que raio de borboletas eram essas que a garota sentia voar por entre seu estomago?
Não sabia nada sobre o estranho, mas sentia que precisava conhece-lo. Sentia como se fosse encontrar respostas seja para qual perguntas fossem.
Ele veio devagar, ela deixou ele se aproximar; receosa, pressentiu que viria uma enxurrada de perguntas, mas ele não o fez. Ele deitou na grama, ela o seguiu, ficaram assim por horas, sem nada dizer, apenas contemplando o tempo.
Você está bem? - foi a primeira pergunta que ele fez.
Parou por alguns segundos e embora ainda não tivesse respostas para tudo, essa ela tinha convicção.
Sim - disse a garota sem vacilar - Agora sim!
E ficaram por lá mais algumas horas. Ela se sentiu tranquila, havia acabado de descobrir tudo o que precisava saber. Aquele era o lugar de onde a pequena garota de olhos cor de mel pertencia.
Foi um dia como os outros, musica alta, olhar fixo no nada, entre devaneios, mas algo incomum chamou sua atenção. Era um pouco mais baixo que ela, apenas alguns centímetros, barba falha, olhos de um castanho escuro que a fez se perder nos pensamentos.
Quem é? O que fez comigo? Perguntas frequentes agora em sua mente solitária. E que raio de borboletas eram essas que a garota sentia voar por entre seu estomago?
Não sabia nada sobre o estranho, mas sentia que precisava conhece-lo. Sentia como se fosse encontrar respostas seja para qual perguntas fossem.
Ele veio devagar, ela deixou ele se aproximar; receosa, pressentiu que viria uma enxurrada de perguntas, mas ele não o fez. Ele deitou na grama, ela o seguiu, ficaram assim por horas, sem nada dizer, apenas contemplando o tempo.
Você está bem? - foi a primeira pergunta que ele fez.
Parou por alguns segundos e embora ainda não tivesse respostas para tudo, essa ela tinha convicção.
Sim - disse a garota sem vacilar - Agora sim!
E ficaram por lá mais algumas horas. Ela se sentiu tranquila, havia acabado de descobrir tudo o que precisava saber. Aquele era o lugar de onde a pequena garota de olhos cor de mel pertencia.
domingo, 1 de janeiro de 2012
É tempo de viver.
Eu nunca fui muito crédula a respeito de passagem de ano ou coisas do gênero, mas me sinto diferente, me sinto bem, coisa que há muito venho sentindo falta. Sinto o gosto da esperança percorrendo o meu ser, estou com um pressentimento bom, como se uma revolução estivesse à ponto de começar. E começou, começou em mim e, isso é o que importa. As coisas estão começando a mudar, e pela primeira vez sinto que não será em vão sonhar. É tempo de correr atrás do que se deseja, de por a mão na massa e fazer acontecer.
Sinto que coisas boas estão a caminho, então caminharei sem medo, de encontro com o que está guardado para mim.
E não me venha com sandices, com frases prontas, e tentativas desastradas de me fazer parar. Eu vou mesmo sem saber, eu vou atrás de ar fresco, atrás do tempo que ainda me resta, atrás do que é meu.
É tempo de viver.
Sinto que coisas boas estão a caminho, então caminharei sem medo, de encontro com o que está guardado para mim.
E não me venha com sandices, com frases prontas, e tentativas desastradas de me fazer parar. Eu vou mesmo sem saber, eu vou atrás de ar fresco, atrás do tempo que ainda me resta, atrás do que é meu.
É tempo de viver.
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